O sábado foi de tristeza para muitos brasileiros que viveram os anos 90, a morte do presidente Itamar Franco remete a uma geração que descobriu que o nosso dinheiro não perdia valor do dia para noite, que o preço do pão poderia ser o mesmo durante meses e não a cada hora como era no passado.
Parece mentira, mas não é. Durante parte da década de 90 e todos os anos 80, o brasileiro foi obrigado a conviver com uma inflação que nos dias de hoje seria chamada de inacreditável. Os preços subiam durante as horas, e não durante dias ou meses.
Foi o chamado pacto politico proposto pelo astuto Itamar Franco, que ele conseguiu implantar o Plano Real e dar condições do nosso país sobreviver ser a marca da inflação. Fora isso, Itamar Franco deu condições para seus sucessores governarem o Brasil. FHC e Lula tiveram os seus governos facilitados pelo trabalho de Itamar, no aspecto do equilíbrio das contas públicas e no fato de ter tomado o Dragão da Inflação.
O estilo de Itamar, marcado por um famoso topete e pelo gosto das coisas simples caiu no gosto do povão, que estava desiludido com estilo “Playboy Maurinho” do ex-presidente Collor. O ex-presidentes não pode ser apenas lembrado como o homem que obrigou a Wolkswagem a voltar a fabricar o Fusca e sim como um homem que ajudou e muito o Brasil, chegar ao estágio de desenvolvimento que o país está nos dias de hoje.
Na minha concepção, Itamar trouxe de volta o modo mineiro de governar o Brasil, que nada mais é do que procurar soluções simples para problemas complexos. Itamar, ao contrário do que dizem muitos dos seus críticos não foi um presidente populista e sim popular.







