Na reta final das filiações principalmente para quem está de olho na disputa das eleições do ano que vem (leia-se candidatos novatos principalmente) houve muitos erros nas escolhas que foram feitas por quem se filiou.
Para as eleições do ano que vem estaremos diante de uma grande quantidade de candidatos novatos, que ainda não colocaram o nome à prova nas urnas. Desta forma, teremos uma legião de nomes novos e muitos deles bons e com condições de surpreender nas urnas em 2012. Mas, o que pode ser papel decisivo é o partido em que o candidato estará filiado, pois uma escolha errada coloca o projeto por água abaixo.
O pré-candidato ao cargo de vereador, antes de se filiar não pode e não deve levar em consideração o que o partido x ou y oferece para que ele entre na sigla política. Ele não pode analisar o momento e sim as tendências do futuro. Em partido muito grande ele pode ser sufocado por tubarões da política e em um partido pequeno, o candidato pode até ter um bom número de votos sob o risco da sigla não atingir a legenda mínima para eleger um vereador que em 2012, deve ser superior a cinco mil votos.
Fazer essa leitura é algo complexo e muito complicado por vários aspectos. Mas, mesmo assim, é possível antecipar algumas questões básicas. Em primeiro lugar, o candidato tem que saber o tamanho dele no processo eleitoral e a partir daí em qual partido ele se encaixa. Não adianta, ele entrar em uma sigla onde há nomes maiores, pois ele vai servir de escada para reeleger quem está no poder ou entrar em um partido com nomes fracos, pois a partir daí ele corre o risco de nadar, nadar e morrer na praia.
Em alguns casos, o pré-candidato prefere aderir a um partido grande que tenha poder, pensando única e exclusivamente no momento e nas benesses de estar no partido que comanda a máquina pública. O problema é que dependendo do candidato, em um partido grande, ele é apenas mais um, e dificilmente terá chances de beliscar uma vaga, em meio à pessoas que já são vereadores ou militam há décadas no partido.
Fora isso, o candidato deve também analisar se a sigla tem candidato a prefeito e em que grupo estará alinhado. Pois, é também preciso estar do lado de um candidato majoritário, em que exista uma empatia. Resumindo o que ocorre é que dentro das possiblidades para 2012, com um universo de 21 vereadores, a briga não começa durante a campanha e sim no momento das filiações.








8 de dezembro, 2011
Bom texto Lucas… Boa sorte pra eles e que venha as eleições de 2012, torço para que nossos eleitores estejam prontos para e nova realidade!