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Publicado em 9 de fevereiro de 2012 | 13:22 | DA REDAÇÃO COM ZH-DONNA

Inventada por um professor de Harvard, cafeína em spray faz sucesso nos EUA e Europa

Foto: Rodrigue Nigowi / AP

Uma versão nova e diferente do tradicionalíssimo cafezinho preto anda chamando atenção nos Estados Unidos e na Europa: trata-se do AeroShot, lançado no fim de janeiro em Boston e Nova York. Há um mês, o chamado “spray de café” virou hit em cafeterias.

O produto vem num pequeno tubo, semelhante a um bastão de batom, com o propósito de ser aspirado. A unidade custa US$ 2,99 e é vendida em locais populares como supermercados e postos de conveniência.

Segundo o professor de engenharia biomédica de Harvard, David Edwards, autor da pesquisa que deu origem ao AeroShot, o café nessa nova proposta é muito seguro para o consumo e não contém aditivos comumente usados para amplificar o efeito da cafeína em bebidas energéticas.

Nem tudo são flores. O senador democrata Charles Schumer, de Nova York quer que a Food and Drug Administration (FDA, a agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA) reveja a autorização para a comercialização do AeroShot, alegando que o produto poderia ser usado como uma droga em clubes e danceterias.

O motivo? Muitos jovens americanos começaram a consumir a mistura de cafeína com bebidas alcoólicas variadas, num coquetel chamado “blackout”. O resultado é que a cafeína potencializa a absorção de álcool pelo organismo.

A embalagem do produto adverte as pessoas a não consumir mais de três AeroShots por dia. Mas pesquisas feitas com consumidores revelam que muitos daqueles que aderiram ao produto inalado não pretendem abrir mão do cafezinho tradicional e usam os tubinhos apenas como diversão entre amigos.

A mesma turma de Harvard agora se prepara para lançar um produto chamado “Le Whaf”, uma versão de alimentos e bebidas na forma de “nuvens de sabor”, que são oferecidas para degustação em taças de vidro.

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