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Lucas Perrone



Publicado em 22 de fevereiro de 2012 | 11:49 | Lucas Perrone escreve semanalmente neste espaço

Um rigor necessário

A declaração da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada é a grande novidade do cenário político para 2012. A atual geração de políticos brasileira acostumada a recorrer e recorrer de decisões judiciais mesmo sabendo que não há chance, em muitos casos, apenas para ganhar tempo vai desaparecer. Políticos com a marca de Paulo Maluf, por exemplo, ou outros mais próximos da gente como o deputado estadual José Riva, correm o sério risco de virarem espécie em extinção devido à nova Lei.

A nova Lei vai significar uma mudança radical até mesmo no estilo de governar dos atuais gestores e também o estilo de legislar de vereadores, deputados estaduais, federais e até mesmo senadores. O efeito da Lei Ficha Limpa pode ser considerado com o mesmo impacto que teve a Lei de Responsabilidade Fiscal ou da Infidelidade partidária, que mudaram e muito a política e para melhor. A LRF, por exemplo, não moralizou os gastos público, mas agregou uma parcela de responsabilidade com o dinheiro público que os nossos gestores não tinham. Fez com que as pessoas que administram o nosso dinheiro passassem a pensar duas vezes antes de fazer um gasto injustificável.

A Lei da Infidelidade Partidária acabou com o carnaval de troca-troca de partidos que era comum e em muitas vezes, motivados pelo poder financeiro dos partidos maiores perante os menores. A ideologia partidária pouco valia neste caso, a Lei e principalmente o rigor da justiça eleitoral nestes casos, mudou totalmente o comportamento dos políticos infiéis. Muitos não acreditavam que mesmo existindo a Lei da Fidelidade Partidária poderiam mudar de partido e sair imune.

O mesmo vai valer para a Ficha Limpa será um ledo engano achar que a justiça eleitoral vai ser conivente, muito pelo contrário, haverá um rigor que não poderá ser ignorado e muito necessário para a moralização da Lei.

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