Foto: Ronaldo Teixeira - Agora MT

Durante um bate papo descontraído seu Joselito Pereira da Silva, 65 anos, contou um pouco sobre suas experiências. O botafoguense se divide entre duas paixões, uma pelo timão do coração e a outra pela profissão de sapateiro.

Joselito que trabalha como sapateiro há 50 anos, nem pensa em se aposentar, muito pelo contrário, ele quer chegar aos 100 anos com disposição para continuar atuando no ramo dos consertos.

Casado há 38 anos, pai de três filhos e com cinco netos, agradece todos os dias pelo trabalho que lhe proporcionou sustentar a família e conseguir uma situação instável para garantir a velhice.

– Como se interessou pela profissão?

Eu não tinha tempo para estudar depois que a minha mãe ficou sozinha com meus irmãos, então precisei ir à luta para ajudar em casa. Aos 16 anos tentei trabalhar como alfaiate, mas não me adaptei. Depois de disso comecei trabalhar em uma sapataria, onde o dono me ensinou tudo sobre a profissão durante sete anos. Depois disso montei a minha loja e estou até hoje trabalhando no ramo.

– Os rondonopolitanos ainda procuram pelo serviço de sapataria?

Desde que montei minha própria loja a procura pelo serviço tem se mantido. Quando comecei trabalhava sozinho, hoje para atender a demanda tenho vários funcionários. Tenho clientes que vem aqui há muito tempo. Antigamente eu também fabricava sapatos, hoje apenas fazemos consertos.

– Os filhos se interessaram em aprender a sua profissão?

O meu filho mais velho até que tentou, mas acabou não se adaptando. As minhas filhas às vezes me ajudam com a pintura dos sapatos, porém cada um seguiu caminhos diferentes dos meus.

– Você se lembra de alguma história curiosa que aconteceu com cliente?

Nossa me lembro de várias. Uma vez um cliente veio e me trouxe três botas daquelas de marcas caras e deixou para consertar, mas nunca voltava para buscar. Depois de dois anos, na época de festa de peão aqui na cidade, chega outro homem e pergunta se eu não tinha bota para vender, então eu ofereci aquelas que eu tinha guardado. No momento que eu tava vendendo as botas me chega o dono, querendo elas de volta. Aí resolvi deixar os dois se entender para ver o que decidiam.

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