Ceni lamenta após não conseguir evitar gol do Corinthians

Após entrar em atrito com o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, Andrés Sanches provavelmente não imaginou o que estava criando ao decretar em 2009 que, em seu mandato, o Corinthians não jogaria mais como mandante no Morumbi. Depois do início da batalha entre os dirigentes, o Timão acumula uma larga vantagem nos clássicos contra seu grande rival nos últimos anos.

Foram nove partidas entre os clubes, sendo oito triunfos alvinegros e somente um tricolor, envolvendo duelos pelo Campeonato Paulista e Brasileirão. Nos gols, os números do Corinthians são ainda mais superiores, com 24 anotados e apenas oito sofridos, saldo de 16. No jogo do último domingo, no Pacaembu, goleada alvinegra: 5 a 0.

A guerra entre Sanches e Juvêncio começou em 2009, antes do clássico marcado para 15 de fevereiro, no Morumbi, pelo estadual. O mandatário tricolor se recusou a dar ao adversário uma maior cota de ingressos, como acontecia costumeiramente. O presidente, amparado pelo legislação, só forneceu 10% dos bilhetes e revoltou os corintianos.

Como represália, Andrés Sanches prometeu que, enquanto estivesse no poder, não alugaria o Morumbi para mandar suas principais partidas e passou a usar o Pacaembu até para os confrontos da Libertadores. A medida atrapalhou financeiramente o São Paulo, que lucrava bastante com a as taxas que cobrava.

O Pacaembu, aliás, se transformou em um caldeirão alvinegro. Nos cinco clássicos contra o São Paulo disputados neste período no mais tradicional estádio paulistano, o Timão tem 100% de aproveitamento, incluindo a goleada do último domingo. A superioridade é comprovada com bola na rede. Foram 17 gols marcados pelos corintianos e somente cinco sofridos.

O estádio Paulo Machado de Carvalho vem sendo muito importante para o Corinthians nos encontros com os rivais. A equipe não perde clássicos neste palco desde 2006, quando foi batida pelo Santos. Depois disso, acumulou 17 partidas de invencibilidade, com 13 vitórias e apenas quatro empates.

Para evitar conflitos entre torcedores, Andrés Sanches tenta evitar declarações polêmicas, sobretudo quando o assunto é o São Paulo. Apesar dos 5 a 0, o dirigente prefere pensar na conquista do título brasileiro, já que será o último dele como presidente – o mandato encerra em dezembro de 2011.

– O jogo diz que a realidade é 5 a 0, mas é um resultado que dificilmente acontece. A cada dez anos acontece um. Estamos felizes com a vitória, mas, se não formos campeões no final do ano, não adianta nada – discursou.

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