O secretário de Estado de Segurança Pública, Diógenes Curado, explicou, hoje pela manhã, as revelações feitas na reportagem da revista Veja sobre o Dossiê dos Aloprados. Ele afirmou, como delegado responsável pela investigações do caso na época, que nenhuma investigação que ele conduziu apontaram o envolvimento do atual senador Blairo Maggi (PR) e do ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT) com escândalo revelado em 2006. A Veja desta semana, aponta que Maggi e Abicalil teriam negociado a denúncia sobre suposto envolvimento dos ex-senadores Antero Paes de Barros (PSDB) e Serys Marly (PT) com a “máfia dos sanguessugas”, esquema de compra de ambulância com preço superfaturado que ficou conhecido em 2006. “Em nenhum momento eles foram citados nas investigações. Isso é novidade para mim, afimou Diógens. Ele se recusou a comentar a eventual reabertura do caso. O inquerito foi concluído em 2007 e até hoje o Ministério Público Federal não denunciou ninguém. “Isso deve ser interesse de quem foi acusado, eu fiz a minha parte” concluiu. A revelação da revista foi feita a partir de uma conversa de Expedito Veloso, um dos petistas flagrados tentado montar um dossiê contra tucanos. Ele informou que a trama de Mato Grosso teria inspirado a tentativa em prejudicar da mesma forma o ex-presidenciável José Serra (PSDB) em São Paulo. Maggi teria pago R$ 2 milhões para que os empresários Darci e Luiz Antônio Trevisan Vedoin envolvessem Antero e Serys no escândalo para prejudicá-los na eleição de governador em 2006. À revista Veja, Blairo e Abicalil negaram qualquer participação nas denúncias. Expedido Veloso e os demais petistas envolvidos na elaboração do dossiê contra tucanos ficaram conhecidos como “aloprados”, apelido dado pelo ex-presidente Lula numa referência à malfadada trama.

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