Saldo de empregos registrado em maio deste ano é 446% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado. No quinto mês foram contratadas 36,1 mil pessoas e demitidas 32,474 mil, gerando saldo positivo de 3,626 mil vagas formais. Em maio de 2010, o saldo foi de 664, na diferença entre as admissões e desligamentos. Números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta segunda-feira (20) no balanço do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged).

Crescimento foi puxado, principalmente, pelas indústrias da construção civil e da transformação com números mais expressivos no volume de admissões. A construção empregou em maio 4,652 mil e demitiu 3,022 mil, ficando com o maior o saldo registrado no Estado, de 1,630 mil. Em seguida, a indústria de transformação fechou o mês com 1,197 mil contrações a mais do que demissões, aumento de 386% na comparação com o mesmo período de 2010.

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No acumulado do ano, a diferença entre admissões e desligamentos atingiu 25,703 mil positivo, com crescimento de 32% em relação à somatória dos 5 primeiros meses do ano passado que foi de 19,399 mil. Entre os motivos para o bom desempenho estadual, o presidente em exercício da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Mauro Cabral, explica que os bons preços das commodities agrícolas têm impulsionado as indústrias, que operam a todo vapor e contratam mais pessoas para dar conta do ritmo. “A indústria da alimentação está em expansão e para transformar a produção agrícola local está ampliando sua capacidade e contratando mais mão de obra”.

Com relação ao desempenho da construção civil, o empresário e diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon/MT), Júlio Flávio de Miranda, explica que o incremento das contratações é decorrente de um conjunto de fatores. Primeiramente devido ao começo do período de seca, quando as obras tendem a ficar mais produtivas e por isso é preciso mais trabalhadores. Depois, a expansão contínua do segmento, que por enquanto está ligada às construções habitacionais e que começa a ter influência das obras da Copa. “São 3 setores da construção que movimentam o mercado, que são as obras industriais, as comerciais e as do governo”.

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Para o economista Fabiano Fratta, apesar da variação positiva dos números, concretamente os valores ainda são pequenos frente à potencialidade do Estado e população. “Ao analisar um saldo de 3,626 mil temos um número muito pequeno perto dos 3 milhões de habitantes em Mato Grosso”.

Exemplo pode ser visto na granja do produtor Tarcísio Schroeter, que ampliou a produção de ovos, mas para isso investiu em tecnologia e automatizou a granja. “Eu consegui aumentar o volume de produção sem precisar alterar o quadro de funcionários. Esta é a tendência do setor alimentício”. A granja tem 16 funcionários no município de Campo Verde (a 131 km de Cuiabá).

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