O empresário Samuel Logrado de Souza comemorou nesta semana o sucesso dos 41 anos de seu jornal. Para contar um pouco da trajetória do jornal A Tribuna e de seu envolvimento com a comunicação ele recebeu a equipe do Agora MT para uma conversa descontraída.

Formado em engenharia civil, Samuel é casado com Djanira Amaral Logrado há 31 anos, ele tem quatro filhos e é avô de três. Flamenguista roxo acompanha os jogos do time pela televisão e vai aos estádios sempre que tem a oportunidade. Durante os seus momentos de folga adora jogar uma bolinha e se reunir com a família.

Logrado é considerado um dos pioneiros da comunicação em Rondonópolis. Ele afirmou que chegou a atuar na sua profissão, mas que deixou de lado para se dedicar totalmente ao jornal.

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– Como surgiu a idéia de se criar um jornal em Rondonópolis?

Quando me mudei para Rondonópolis, trabalhei em uma rádio. Na época havia apenas uma rádio e um jornal na cidade, então juntamente com meu cunhado Aroldo Marmo tivemos a ideia de criarmos algo novo, em 1970. Fiquei afastado por dez anos para me dedicar à faculdade, tentei fazer algo na área da comunicação, mas não havia nenhum curso na nossa região. Depois de formado e casado voltei a me dedicar ao jornal que permanece firme até hoje.

– Qual foi à dificuldade que vocês encontraram com a fundação do jornal?

Foi principalmente com a falta de material humano gráfico, aqui não havia ninguém que entendesse de tipografia, tínhamos que trazer pessoas da Capital uma vez por semana, já que as edições eram semanais. Naquela época vir de Cuiabá para Rondonópolis era uma viagem, as estradas eram péssimas, sem asfalto.

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– A que você atribui à consolidação do jornal na cidade?

Por ser uma empresa familiar conseguimos manter o projeto e evoluir com o passar do tempo. O compromisso com a cidade, com o trabalho de significar um porta voz para denunciar, reivindicar e também para mostrar coisas boas tem feito com que o nosso trabalho seja reconhecido perante a sociedade.

– Em sua opinião, o que o Jornal representa para a cidade?

Depois de tanto tempo no mercado temos 2/3 dos registros da história de Rondonópolis. Somos fonte de informações para os rondonopolitanos, muitas pessoas vem até o jornal para fazer pesquisas de mestrados, doutorados. Temos um número considerado de arquivos sobre a nossa cidade.

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– Você tem algum sonho profissional ou pessoal que deseja ainda deseja realizar?

No jornal conseguimos fazer reformas na estrutura física, temos equipamentos modernos, tecnologia avançada, estamos preparados para os próximos 20 anos. O meu maior desejo é que a nossa família sempre de continuidade no projeto do jornal, mesmo quando eu faltar, para que o trabalho que já foi efetuado nunca se perda.

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