foto: da internet

Mato Grosso é o estado que mais consome fertilizantes no país. Nos primeiros cinco meses deste ano, o estado utilizou 1,746 milhão de toneladas do insumo agrícola. O volume, que é 15% superior em relação ao que foi registrado no mesmo período de 2010 (1,514 milhão de toneladas), representa 20,4% do consumo de fertilizantes no país, de 8,569 milhões de toneladas.

No ranking nacional, São Paulo é o segundo maior comprador de fertilizantes (1,26 milhão de toneladas) seguido pelo Paraná (1,24 milhão de toneladas). O balanço sobre a comercialização de fertilizantes ao consumidor final foi apresentado durante a 54ª reunião ordinária da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, realizada na segunda-feira (27), em Brasília.

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O diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Henrique Fávaro, explica que o consumo de fertilizantes está atrelado principalmente ao tamanho da área plantada no estado, de 9,5 milhões de hectares, sendo 6,4 milhões de hectares cultivados com soja, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Fávaro explica que o consumo é elevado também pela necessidade do uso de corretivos no solo, como o calcário agrícola. “Temos um solo que não é muito fértil, diferentemente de outras regiões do país como o Norte do Paraná e o Rio Grande do Sul”.

Além de consumir, Mato Grosso também é um dos grandes produtores de calcário. Em 24 anos, a produção deste insumo expandiu 61% no estado. Dados estimados pela Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal) mostram que Mato Grosso irá produzir 3,2 milhões de toneladas neste ano, que é o mesmo volume registrado no ano passado. Em 1987, o estado produziu 1,837 milhões de toneladas do produto. No país, a produção de calcário é de 23,925 milhões de toneladas.

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Compra

Os produtores de Mato Grosso já adquiriram cerca de 80% do insumo necessário para plantar a Safra 2011/2012, que tem início a partir de setembro. O índice superou o desempenho da temporada passada, considerando que em junho de 2010 metade dos produtos havia sido adquirida. O diretor da Aprosoja complementa que a antecipação da compra ocorreu em função dos bons preços das commodities no mercado internacional.

Essa valorização também impactou no preço dos insumos, que subiu entre 20% e 30% desde dezembro do ano passado, ressalta Fávaro. O levantamento do Instituto Mato-grossense Economia Agropecuária (Imea) confirma que o preço dos fertilizantes em Sorriso, por exemplo, subiu de R$ 336 por hectare para R$ 400/ha.

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