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O território vasto e o grande número de municípios com população reduzida são fatores que não atraem as empresas do ramo da comunicação a instalar equipamentos da telefonia móvel e da internet nas regiões longínquas de Mato Grosso. Diante desse cenário, os habitantes instalados em distritos ou comunidades distantes de cidades com um grande número de moradores acabam ficando sem a opção de consumir os serviços dessas tecnologias.

Para pôr fim a isso, o secretário estadual de Ciência e Tecnologia (Secitec), Eliene Lima, o reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Adriano Aparecido Silva, e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, José Riva, estudam a viabilidade de implantar em Mato Grosso uma tecnologia que vem dando certo às pessoas de baixa renda e de comunidades rurais em vários países do mundo. Trata-se da Microtelecom, uma ferramenta desenvolvida pela empresa indiana Vihaan Networks(VNL), que oferece telefonia celular e internet banda larga em pequenas cidades e comunidades rurais. Essa tecnologia, que utiliza estações base movidas à energia solar, rendeu ao empresário indiano Ravij Mehrotra, da VNL, o prêmio “Green Mobile” de telefonia móvel verde.

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Para conhecer mais sobre o assunto, Eliene Lima,  Adriano Silva e José Riva estiveram na tarde dessa segunda-feira (27.06) em Florianópolis (SC) para participar de um seminário com Ravij Mehrotra. Na ocasião, o empresário indiano apresentou uma introdução da telefonia celular e internet banda larga nas pequenas cidades e comunidades rurais, excluídas pelas grandes operadoras de telecomunicações por causa da baixa demanda, que não suporta os altos custos de implantação da rede física. O seminário foi promovido pelo deputado catarinense Jailson Lima (PT) e na ocasião os representantes de Mato Grosso assinaram um protocolo de intenções com a VNL, que prevê a transferência de tecnologia e o intercâmbio de professores e estudantes entre as universidades brasileiras e a empresa indiana.

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O sistema consiste em uma antena maior que transmite dados via Wi-Fi para outras antenas menores, que por sua vez disponibilizam sinal de celular e banda larga para os usuários próximos. Mesmo naquelas comunidades que não possuem energia elétrica é possível implantar a Microtelecom, pois cada antena é alimentada com dois painéis fotovoltaicos que fornecem energia suficiente para o funcionamento do sistema.

De acordo com Ravij, o sistema é rápido, confiável e fácil de implantar e operacionalizar. Ele destacou que a universalização da banda larga pode representar um aumento de 1,4% do PIB do País. O empresário indiano ressalta as vantagens do desenvolvimento de tecnologia própria em telecomunicações, como a geração de empregos, de mão-de-obra qualificada, além de facilitar o crescimento da indústria local e incluir no mundo digital milhares de pessoas que não têm recursos para acessar os serviços de uma operadora convencional.
A tecnologia não exige grandes investimentos, nem escala, por isso pode ser útil para levar a banda larga às pequenas comunidades.

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