Foto:assessoria

Prejuízos acumulados com a desvalorização da carne suína e a suspensão das importações da Rússia, e agora da Ucrânia, podem desestimular a produção em Mato Grosso. “A suinocultura mato-grossense está à beira de um colapso”, reclama o diretor executivo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Custódio de Castro Júnior. Segundo ele, o setor precisa de medidas emergenciais para reverter a situação de crise.

A ajuda viria do governo através de medidas que garantissem o preço mínimo. Já as ações que estão sendo executadas da porteira para dentro implicam na redução de 25% do peso do animal destinado ao abate. “Antes estávamos abatendo o suíno pesando, em média, 120 quilos, agora se aproxima dos 90 quilos”.

Leia também:  Ex-prefeito Percival Muniz e mais quatro são condenados por improbidade administrativa

Os produtores estão, há pelo menos um ano, comercializando o suínos com preço bem abaixo do custo de produção. Segundo Júnior, são gastos cerca de R$ 2,20 por quilo do animal, enquanto o preço aproximado do suíno no mercado chegou ao mínimo de R$ 1,10 por quilo, mas atualmente passeia na faixa de R$ 1,50 por quilo.

Quanto às exportações, o setor enfrenta mais um embargo. Assim como a Rússia, a Ucrânia decidiu não comprar mais carne produzidas no Brasil. A informação, embora ainda não confirmada oficialmente pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), já é vista com muita preocupação pela cadeia da carne de Mato Grosso.

Leia também:  MPE denuncia estudante por homicídio triplamente qualificado e requer manutenção de prisão

O diretor da Acrismat acrescenta que os problemas podem gerar a demissão de muitos trabalhadores que atuam no ramo da suinocultura. O setor emprega cerca de 7 mil empregos diretos e outros 30 mil indiretos. O consultor econômico Carlos Vitor Timo aponta que a atividade deve reduzir no Estado. Além disso, afirma que se houver redução na produção, Mato Grosso pode ficar fora da nova tendência de mercado sobre o aumento no consumo mundial da carne suína.

Em relação à proibição da venda do produto no exterior, Timo acredita que a decisão é política e não técnica. Para não ficar à mercê desta situação, o consultor destaca que a concentração no mercado interno é uma alternativa. “A isenção de impostos para a comercialização do animal vivo ou carnes para outros estados pode amenizar os prejuízos”.

Leia também:  Sine de MT tem 800 vagas de emprego
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.