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Cerca de 30 mil profissionais da rede estadual de ensino que permaneceram em greve, contrariando decisão judicial, terão os pontos cortados e, consequentemente, os salários descontados pela Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc). A determinação foi anunciada pelo governador Silval Barbosa (PMDB), nesta quarta-feira (29), em entrevista coletiva à imprensa.

A categoria está em greve desde o último dia 6 e deveria retornar ao trabalho na segunda-feira (20), conforme decisão do desembargador José Tadeu Cury, da Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O juiz deferiu a liminar impetrada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ao entender que a paralisação era ilegal e também aplicou multa diária de R$ 50 mil, caso a greve continuasse.

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Para o governador, hoje seria impossível atender às reivindicações dos profissionais da educação, pois haveria um impacto imediato de R$ 20 milhões no orçamento do estado, sem nenhuma previsão. “Propusemos aumentar os salários dos 90 servidores que ganham menos de R$ 1,3 mil, valor do piso cobrado por eles, mas não aceitaram”, disse, ao exemplificar que, com esse reajuste, o aumento seria de apenas R$ 3 milhões.

Ele ponderou que pretende acatar os pedidos do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) até o final deste ano e convocar todos os aprovados no último concurso público, porém, a proposta não foi aceita pela categoria. Desse modo, Silval Brabosa enfatizou que o estado irá cumprir a sua parte e, por isso, autorizou a Seduc a seguir determinação da justiça. Adiantou ainda que o governo não vai discutir com os servidores grevistas. “Não vamos discutir com quem entrar em greve”, frisou. Com a paralisação das atividades, mais de 445 mil alunos estão fora das salas de aula.

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Outro lado

O presidente do Sintep-MT, Gilmar Soares, afirmou, em entrevista ao G1, que a categoria aguarda uma proposta alternativa do governo do estado e disse lamentar o corte de ponto. “Nós lamentamos o corte de ponto em um período democrático em que o governo está agindo pior do que na época da ditadura”, criticou. Assegurou, entretanto, que a entidade vai buscar todos os meios legais para garantir o direito dos trabalhadores.

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