O mercado imobiliário nunca esteve tão aquecido. A oferta de imóveis ganhou impulso principalmente com os incentivos do governo para a compra da casa própria. Mas, na hora de fechar o negócio, o financiamento é mesmo à melhor opção?

Nas linhas de crédito habitacional, é possível financiar parte ou 100% do valor do imóvel, com juros que variam de 4,5 a 10,2% ao ano. O mutuário ainda pode usar o fundo de garantia para quitar ou reduzir as parcelas.

Mas, com a alta dos juros nos últimos meses, o financiamento no país ficou um pouco mais caro neste ano. Para quem quer comprar a casa própria e não tem pressa, pode esperar algum tempo, o consórcio pode ser a melhor opção.

A modalidade é uma espécie de poupança coletiva, que não cobra juros. Porém é preciso ficar atento aos custos, a exemplo da taxa de administração, que varia muito e corresponde em média a 20% sobre o valor total do consórcio. Junto com uma economista, nós fizemos as contas para saber o que compensa mais. O resultado foi impressionante.

Em comparação a um financiamento, o consórcio permite economizar mais de 100% do valor do imóvel em juros. Em um financiamento de 15 anos, por exemplo, o morador pagaria ao final do prazo, 2,7 vezes o valor emprestado por conta dos juros. Já no consórcio, o montante pago pelo participante seria de 1,24 vezes o valor da casa.

A desvantagem do consórcio é a demora para a aquisição do bem. É preciso ter sorte como Hilda para ser contemplado no começo ou ter dinheiro sobrando para dar um lance. Para quem paga aluguel, o financiamento pode ser a opção mais vantajosa, na opinião da economista Marisa Rossinholi.

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