O Plenário do Senado Federal aprovou a recondução do advogado Almino Afonso por mais dois anos para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão responsável pela fiscalização dos atos e condutas de procuradores e promotores de todo o país. A decisão vai ainda para nomeação da presidente da República, Dilma Rousseff.

Almino é advogado em Mato Grosso e foi eleito conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), cargo que exerceu por dois anos quando foi indicado a primeira vez para o CNMP e agora volta para mais um mandato de dois anos, este é o último, pois é vedada mais de uma recondução.

Como membro do CNMP, Almino Afonso ganhou notoriedade nacional ao defender a transparência nos Ministérios Públicos Federal e estaduais, cabendo a ele duras criticas e posições a determinadas estruturas estaduais que não aceitavam prestar contas para os Tribunais de Contas dos Estados. “Sou defensor de que quem cobra exigências legais da porta para fora, também tem que cobrar da porta para dentro”, disse se referindo à falta de transparência de alguns setores da instituição nos estados.

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Outra polêmica que lhe rendeu notoriedade e o apelo de alguns promotores e procuradores contrários à sua renomeação, foi o fato de apontar para o pagamento de auxílio-moradia para alguns membros do MP de cinco estados, verbas que ainda serão apreciadas e que poderão ser cortadas por ferirem o princípio da isonomia entre poderes constituídos.

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