O senhor diretas

Hoje completam exatamente 5 anos que faleceu o ex-governador Dante de Oliveira (PSDB) e, por isso, ele receberá várias homenagens ao longo do dia. Uma das principais é a assinatura de um termo de cooperação que vai garantir a criação de um acervo para contar a história de um dos maiores políticos de Mato Grosso e que ficou conhecido como “homem das Diretas Já”.

A assinatura do termo de cooperação técnica e científica com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) ocorre às 15h, na Assembleia Legislativa. O presidente do Instituto Dante de Oliveira (IDO) e sobrinho do ex-governador, vereador Leonardo Oliveira, afirma que isso vai permitir a preservação de parte da história do Estado. “Poderemos levar informações a escolas e os jovens poderão levar adiante feitos que não podem ser esquecidos”.

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Além da assinatura do termo, serão realizadas ainda às 18h30 de hoje uma missa na Igreja Catedral Metropolitana de Cuiabá e outra na Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Várzea Grande. A programação vai se estender até o próximo domingo (10), inclusive com premiações para alunos da rede pública municipal que participaram de um concurso de redação sobre feitos do ex-governador.

Ao falar sobre os eventos, a ex-primeira-dama e suplente de deputada federal Thelma de Oliveira afirmou ontem que o ex-governador continua fazendo falta à família e também a Mato Grosso. “Nossa política empobreceu muito nesses últimos anos. Ele era um estadista, alguém que tinha uma visão ampla das coisas. Basta ver obras que foram feitas há anos e até hoje são fundamentais para Cuiabá”.

Entre as obras que Dante fez estão a Avenida Miguel Sutil, ponte Sérgio Motta, Parque Mãe Bonifácia, além de modernizar o governo do Estado e preparar Mato Grosso para despontar no agronegócio.

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Dante faleceu em 06 de julho de 2006, quando estava em plena campanha para deputado federal. Faleceu depois de chegar, pela manhã, para fazer exames rotineiros no Hospital Jardim Cuiabá. O ex-governador morreu vítima de disfunção múltipla dos órgãos e sistemas, decorrente de um choque séptico ocasionado pela pneumonia e diabetes. Ele foi enterrado com honras de Estado no Cemitério da Piedade, em Cuiabá, e entrou para a história política como líder dentro e fora de Mato Grosso.

Dante iniciou na política através da militância estudantil no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Depois, atuou no Movimento Democrático de Base (MDB). Em 1976, perdeu a eleição de vereador, cargo que nunca chegou a ocupar. Foi eleito pela primeira vez em 82, quando venceu disputa de deputado federal pelo MDB. Ficou conhecido nacionalmente em 83, ao propor a Emenda Constitucional nº 5, que acabou rejeitada em plenário, mas despertou o país para a redemocratização.

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Jovem, virou um símbolo de luta pelas eleições diretas, ao lado de figuras como Tancredo Neves e Ulisses Guimarães. A emenda constitucional foi redigida pelo seu pai, Sebastião de Oliveira, o Dr. Paraná, ex-deputado constituinte de 1946 pela UDN.

Com a proposta de Dante, que se diferenciou das demais por causa da mobilização popular, Tancredo Neves derrotou Paulo Maluf e se tornou o primeiro civil eleito para a Presidência da República após o golpe de 1964.

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