Tem gente que se deixa abater pelos problemas. Mas esse não é o caso de Marcos Paulo. O diretor, que teve um câncer de esôfago diagnosticado há dois meses, não quer saber de se entregar à doença e, nem mesmo, ao momento de resguardo. Mesmo em tratamento, o diretor lançou nesta segunda-feira (18), no Rio de Janeiro, o filme “Assalto ao Banco Central”, o primeiro longa de sua carreira como diretor.

Acompanhado da esposa e atriz, Antônia Fontenelle, Marcos era só sorriso e fez questão de falar como está sendo sua estreia no cinema. “Meu coração está aos pulos. A pré-estreia em Paulínia [São Paulo] já foi um sucesso, mas o frio na barriga de estrear no Rio de Janeiro é inevitável”, contou o diretor, entusiasmado.

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Sobre seu estado de saúde, Marcos Paulo deixou claro que o momento não é de tristeza: “Se a cabeça está feliz, o corpo está perfeito. Eu estou feliz da vida. Por acaso estou parecendo que estou mal?”.

Não mesmo, Marcos. Com um sorriso contagiante, o diretor acabou emocionando a esposa, que deixou até escorrer algumas lágrimas de felicidade. “Um lado meu está muito feliz com tudo isso que está acontecendo. Isso aqui é uma realização. Claro que o outro está um pouco triste por saber que temos muito chão pela frente ainda. Estou segurando as rédeas 24 horas por dia”, disse Antônia.

Aliás, a loira foi quem escreveu o argumento para que o filme fosse parar nas telonas. O longa é baseado no assalto ao Banco Central de Fortaleza, no Ceará, que aconteceu entre 6 e 7 de agosto de 2005. Foi o segundo maior assalto a banco do mundo e o maior a um banco brasileiro. A invasão foi feita por meio de um túnel construído em três meses. Segundo a Polícia Federal, foram roubados aproximadamente R$ 165 milhões.

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O grande elenco – tanto em quantidade quanto em talentosos atores – é composto por Lima Duarte, Giulia Gam, Eriberto Leão, Milhem Cortaz, Tonico Pereira, Hermila Guedes, Juliano Cazarré, a própria Antônia Fontenelle, entre outros.

E pra quem acha que Marcos Paulo vai parar por aí com essa história de cinema, o diretor adiantou  que, apesar da frustração com relação a verba disponibilizada para “Assalto ao Bando Central”, já pensa em começar a dirigir outro longa em breve. “Não tive o tempo e nem o orçamento que queria agora. Mas já tenho planos para outro no começo do ano que vem. Talvez no título algo como ‘Sequestrado’”, contou.

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