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Proprietários de terras concedidas pelo governo federal, por meio de programas de assentamentos rurais, que não usufruem da área e ainda não comprovam que realmente são os donos do imóvel, deverão deixar os locais. A garantia é da ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que anunciou em visita a Cuiabá, nesta segunda-feira (18), que haverá fiscalização in loco por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), com o apoio do Ministério do Meio Ambiente.

A regularização fundiária e ambiental dos cerca de 600 assentamentos do estado é um dos principais assuntos debatidos pelo Fórum dos Secretários de Meio Ambientes da Amazônia Legal, que teve início hoje e vai até esta terça-feira (19), no Palácio Paiaguás. “Queremos fazer uma varredura e identificar os produtores que de fato possuem características de assentados”, afirmou a ministra, ao argumentar que o governo federal pretende investir em agricultura familiar.

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Segundo a ministra, há muitos casos em que a terra é completamente devastada e é pago pelos chamados “atravessadores” uma quantia abaixo do valor real aos proprietários das terras. Também apontou a existência de casos de áreas que são desmatadas e depois abandonadas pelos supostos responsáveis pelo crime.

“Não podemos admitir que estados com grande vocação florestal, como Mato Grosso, empurrem pessoas para a pobreza, pois esses atravessadores pagam muito pouco para quem extrai a madeira”, disse Izabella Teixeira, em entrevista coletiva, após a abertura do Fórum e o lançamento do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional do Estado (Ciman).

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