A colheita da safra 2010/2011 de milho em Mato Grosso está atrasada. Os produtores tiraram do campo aproximadamente 27,5% do grão cultivado no ciclo atual, estimado em 1,752 milhão de toneladas. Na temporada anterior, quando a produção era de 2 milhões de toneladas, a colheita no período chegava a 66% da área. Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (11).

De acordo com o diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Henrique Fávaro, o atraso na colheita ocorre por dois fatores. O primeiro está relacionado ao atraso no plantio da soja, em setembro do ano passado, por falta de chuva. Outra justificativa é a preferência pelo algodão para a produção da segunda safra. “Os preços atrativos da pluma fizeram com que o produtor plantasse o milho após a colheita da pluma”.

Para Fávaro, essa última característica pode influenciar a quebra da safra. “Com esse atraso, o milho sofreu com a estiagem”. Ele acrescenta que a perda na produção ainda é incalculável, mas pode chegar a 50% da produtividade por área no que ainda falta ser colhido”. Por exemplo, se o produtor colheu até o momento 120 sacas por hectare, nos próximos meses a estimativa é que reduza para 60 sacas/ha.

Preço
O diretor da Aprosoja ressalta que a quebra da safra pode elevar a rentabilidade do produtor. Com a falta de produto no mercado, que se mantém aquecido, a expectativa é para a alta dos preços. O agricultor ainda está supervisionando a safrinha do Paraná e de Mato Grosso do Sul, que pode perder produtividade em função da geada.

De acordo com o Imea, o preço do milho ofertado pelas tradings e corretoras ficou na casa dos R$ 15,50 por saca no município mato-grossense de Campos de Júlio. Em Rondonópolis o preço chegou a R$ 19,50 por saca.

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