O senador Blairo Maggi disse, ontem a tarde, após se reunir com o ministro Alfredo Nascimento (PR), dos Transportes, que o Partido da República tem interesse em apurar as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes que motivaram o afastamento do presidente do DNIT, Luiz Pagot, do presidente da Valec, José Francisco das Neves (Juquinha) do chefe de Gabiente do ministério Mauro Barbosa e de um assessor. Maggi diz que conversou hoje com Pagot, que relatou estar tranquilo em relação às investigações. “Ele disse que está pronto para prestar os esclarecimentos necessários, e que tudo o que é feito no Dnit é acompanhado pela CGU [Controladoria-Geral da União]”. Maggi disse também que, se for para ser afastado do cargo, Pagot poderá pedir para deixar o cargo. Blairo foi quem indicou Pagot para comandar o DNIT no governo Lula e ele permaneceu com a eleição de Dilma.

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Após a audiência com ministro, Blairo disse que Pagot poderá pedir licença do cargo. Nascimento decidiu que o diretor executivo do DNIT, José Enrique Sadok, assume a direção geral. Felipe Sanches, atual diretor financeiro da Valec, vai acumular a presidência da estatal. Wilson Wolter Filho assume a chefia de gabinete do ministério.

Blairo afirmou que a sigla deverá pedir à Polícia Federal e ao MPF que façam o levantamento e tomem as providências devidas. Segundo ele, o PR vai fazer “gestões políticas” para se manter á frente do Ministério dos Transportes.

No sábado, o Ministério dos Transportes comunicou o desligamento temporário de quatro servidores citados em reportagem da revista Veja desta semana, que diz haver um esquema no ministério de pagamento de propina para integrantes do PR em troca de contratos de obras.

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Senador Magno Malta (PR-ES), antes de entrar para reunião, disse que entende o afastamento dos servidores citados na reportagem da revista Veja. “Penso que a presidenta [Dilma Rousseff] não errou. Acho que tem que afastar mesmo até que se apure”, disse, à Agência Senado.

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