Não foi apenas a Argentina, dona da casa, que começou a Copa América com o pé esquerdo. Apesar de ter mandado a campo um time extremamente ofensivo, com Paulo Henrique Ganso na armação das jogadas e um trio de frente formado por Alexandre Pato, Neymar e Robinho (depois Fred), a seleção brasileira escorregou nos próprios erros, e decepcionou na estreia da competição neste domingo (3), ao não passar de um empate por 0 a 0 com a fraca Venezuela.

Todo o talento reunido por Mano Menezes na equipe titular não foi suficiente para dar os três pontos ao Brasil, que sofreu com a apatia de Ganso, o excesso de preciosismo de Neymar e a ineficácia de Robinho nas finalizações.

O resultado obrigará o Brasil a superar o Paraguai na segunda rodada do Grupo B, no próximo sábado (9), se não quiser entrar pressionado na partida contra o Equador, última da fase classificatória.

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Outro grande problema enfrentado pela seleção neste domingo foi o mau posicionamento de Alexandre Pato, constantemente flagrado em impedimento pelo trio de arbitragem boliviano durante boa parte do primeiro tempo.

Neymar, apesar de não sentir o peso do primeiro jogo oficial pela seleção principal, pecou pelo excesso de preciosismo em alguns momentos, assim como Robinho, que chegou a atrapalhar André Santos em um lance claro de gol, aos 12min.

Tanta ofensividade acabou criando um buraco no setor defensivo do time verde e amarelo, ainda mais quando o capitão Lúcio se arriscava no campo de ataque. Aproveitando os espaços, a frágil Venezuela acabou assustando em alguns contra-ataques, mas sem precisão na conclusão.

Precisão mostrou Alexandre Pato na primeira vez em que não ficou impedido. Aos 27min, recebeu passe de Daniel Alves, ajeitou e chutou forte, carimbando o travessão do goleiro Vega. Depois disso, veio a maior emoção do primeiro tempo: um cachorro invadiu o campo e passeou por dois minutos pelo gramado, até descer para os vestiários.

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A seleção criou mais duas boas chances, a melhor delas com Robinho, que recebeu de Neymar em contra-ataque rápido e tocou consciente, tirando do goleiro, mas viu o zagueiro Vizcarrongo dar um carrinho e evitar o gol com o peito, gerando reclamações dos brasileiros, que pediram um pênalti que não existiu.

Na descida para os vestiários, o técnico da Venezuela tentou intimidar Neymar e provocou uma reação de Mano Menezes, que partiu em defesa de seu camisa 11 e empurrou o colega de profissão, gerando um pequeno tumulto.

Pequeno também foi o futebol da seleção no segundo tempo. Ganso continuou escondido entre os marcadores e não lembrou, nem de longe, o camisa 10 que encantou o país na final da Libertadores pelo Santos.

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Neymar, Robinho e Pato continuaram confusos na frente e criando poucas chances de gol. Nem mesmo as entradas de Fred na vaga de Robinho, aos 19min, e de Lucas no de Pato, alteraram o panorama da partida, que terminou com o placar que mereceu: 0 a 0.

BRASIL 0 x 0 VENEZUELA

Local: estádio Ciudad de La Plata, em La Plata (Argentina)
Data: 3 de julho de 2011, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Raúl Orosco (Bolívia)
Assistentes: Efrain Castro (Bolívia) e Marvin Torrente (México)
Cartões amarelos: Thiago Silva (Brasil), Rondón, González (Venezuela)

BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves, Lucio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Elano) e Paulo Henrique Ganso; Robinho (Fred), Neymar e Alexandre Pato (Lucas)
Técnico: Mano Menezes

VENEZUELA: Vega; Rosales, Vizcarrongo, Perozo e Cichero; Rincón, Fedor (Maldonado), González (Di Giorgi) e Lucena; Arango e Rondón (Moreno)
Técnico: Cesar Farías

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