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Aproximadamente 250 quilos de alimentos que seriam utilizados na merenda escolar de nove unidades de ensino de Cáceres, a 250 quilômetros de Cuiabá, estragaram durante os 81 dias de greve dos profissionais de educação do município, encerrada na semana passada. O prejuízo será apurado por uma comissão de procedimento administrativo disciplinar instaurada pela Secretaria de Educação do muncípio, conforme informou o secretário da pasta, Josué Valdemir de Alcântara.

Entre os alimentos com validade vencida estão 135 quilos de arroz, 94 de feijão, 35 de almôndegas, 30 latas de óleo de soja e três quilos de farinha de trigo. O secretário, porém, não soube estimar o valor da perda acarretada com o vencimento dos alimentos. “Esses produtos fazem parte de uma licitação que realizamos anualmente. Por causa disso, vamos pedir que os fornecedores vão entregando de acordo com a demanda de cada escola”, disse Josué, ao garantir que os alunos não serão penalizados com o problema.

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A comissão, que será formada pela Secretaria de Administração do Estado (Sad), tem o prazo de 30 dias para a conclusão do relatório sobre as irregularidades e para o levantamento dos supostos responsáveis pela perda. O secretário afirmou ter solicitado à Vigilância Sanitária que ministre um curso de capacitação aos servidores responsáveis pelo armazenamento dos alimentos. Segundo ele, é preciso que os funcionários se atentem sobre o prazo de validade das mercadorias e pela boa conservação dos alimentos. “Não pretendemos penalizar ninguém, mas evitar que esse tipo de caso ocorra novamente”, ponderou.

Das 42 unidades escolares do município, as nove seguintes sofreram com a perda dos alimentos: Paulo Freire, localizada na Comunidade do Limoeiro; Santa Catarina, no Distrito do Limão, além da Novo Oriente, Dom Máximo, Izabel Campos, Vila Real, Santo Antônio do Caramujo e Santos Dumont, bem como a creche Fazendo Arte.

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