Gonzalo e Kammerichs (os primeiros à esquerda) dão sotaque argentino ao Fla (Foto: Rodrigo Alves)

Na última temporada, deu aro. Acostumado a frequentar decisões, o basquete do Flamengo caiu na semi do NBB e perdeu a Liga Sul-Americana dentro de casa. Para voltar aos trilhos, a equipe carioca decidiu apostar de vez no sotaque argentino. Além do técnico Gonzalo García, que já estava com o time, a diretoria foi os reforços do ala-pivô hermano Federico Kammerichs, bronze olímpico em Pequim, e do ala-armador David Jackson, que é americano, mas ganhou fama entre nossos vizinhos e já foi eleito melhor jogador da Liga Argentina. Nesta segunda-feira, ainda sem Jackson, o Rubro-Negro apresentou o novo elenco na esperança de dias melhores.

– Para mim é uma experiência nova no Brasil, numa cidade como o Rio de Janeiro. O convite do Flamengo foi muito interessante. O Juan Pablo Figueroa, que joga no Pinheiros, já tinha me falado sobre o NBB. Ainda conheço pouco, mas estou muito contente de estar aqui – afirmou Kammerichs, com sua barba inconfundível.

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Conhecido como Jacaré, por causa do animal bastante comum em Corrientes, sua cidade natal, o argentino está entre os 15 pré-convocados para o Pré-Olímpico de Mar del Plata, mas foi liberado para vir ao Rio. Nestes três dias de viagem, carregou a mãe para conhecer a cidade. Na apresentação desta segunda, no auditório da Gávea, o ala-pivô manteve o comportamento discreto e simpático. Ao lado dele na mesa da entrevista coletiva, além da diretoria, estavam o capitão Marcelinho, o técnico Gonzalo e o pivô Caio Torres, que também chega para reforçar o time.

Troca de elogios

Marcelinho e Caio também foram liberados da seleção. Eles estavam em São Paulo e fizeram um bate-volta no Rio para a apresentação na manhã de segunda. O capitão rubro-negro já enfrentou Kammerichs pela seleção, e o confronto deve acontecer de novo no Pré-Olímpico, antes de a dupla se juntar no clube.

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– Kammerichs é o famoso faz-tudo, tem uma leitura de jogo muito boa. Já nos enfrentamos muitas vezes e vamos nos enfrentar de novo. Espero que a gente possa rir disso lá na frente, e que o Brasil possa conseguir a vaga nas Olimpíadas – diz Marcelinho.

Na verdade, os dois podem conseguir, já que duas vagas em Londres estarão em jogo no torneio de Mar del Plata, no fim de agosto. Ainda assim, Marcelinho abre o sorriso e provoca:

– Pois é, mas não estou muito preocupado com a vaga deles não. Só com a nossa.

O ala do Fla deixou a Gávea a caminho do aeroporto para voltar a São Paulo e treinar com outro argentino, Rubén Magnano (“Ele já deve estar ligando para saber da nossa volta”, brincou). Kammerichs, que mantém a humildade e diz ainda não ter vaga 100% assegurada na seleção de Julio Lamas, curtiu o belo dia no Rio e devolveu os elogios ao brasileiro.

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– Já enfrentei o Marcelinho muitas vezes, e já sofri muitas vezes. Estou feliz porque agora o tenho no meu lado da quadra – afirmou o Jacaré.

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