Quando foi lançado no segundo semestre do ano passado, o Coolsculpting, da Zeltiq, promoveu uma verdadeira revolução no mundo da estética ao prometer acabar com a gordura localizada por intermédio de seu resfriamento. O método passou no crivo da exigente FDA (Food and Drug Administration – órgão norte-americano responsável pelo controle de alimentos e medicamentos) e não demorou a conquistar fãs em mais de 40 países. Agora, chegou a vez da ANVISA – o similar brasileiro do FDA – comprovar sua eficácia e liberar a entrada do aparelho no Brasil.

Criado por pesquisadores de Harvard, o Coolsculpting é uma arma poderosa para combater a gordura localizada, que deve fazer muito sucesso entre os brasileiros também. Isso porque o aparelho promete congelar e eliminar os “pneus” sem lipoaspiração, anestesia ou qualquer tipo de procedimento invasivo.

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“O Coolsculpting Zeltiq é um aparelho com cabeçote acoplado com uma ponteira que faz um vácuo na dobra onde está a gordura e resfria a região. Este cabeçote pode ser acoplado no abdome ou flanco e resfria a região por uma hora a uma temperatura de 2°C”, explica a médica Isabel Martinez, membro da Associação Americana de Laser e Cirurgia e proprietária da Clínica Martinez, em São Paulo. Para quem está com excesso de gordura, a dermatologista recomenda uma sessão mais longa. “Caso o abdome tenha muita gordura, o ideal é fazer aplicações de uma hora na parte superior e mais uma hora na inferior”.

A grande vantagem do novo tratamento é que ele elimina gorduras sem corte e agulhadas. “Funciona porque congela as células de gordura sem prejudicar os tecidos ao redor. Esse processo danifica os reservatórios, que depois são eliminados pelo próprio organismo”, conta a médica. Isabel destaca ainda que “com o resfriamento, acontece a apoptose – que é a morte da célula – e uma outra célula chamada macrófago limpa as células mortas nos dias seguintes à aplicação”.

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Cuidados essenciais
O dermatologista Jardis Volpe aponta mais uma qualidade do Coolsculpting: é indolor. “Sem contar que ele possibilita a redução da gordura em até 22% após duas a três sessões”, completa. A doutora Isabel, porém, faz um alerta para os pacientes não esperarem resultados milagrosos de um dia para o outro. “É importante o paciente saber que o resultado é observado nos dois ou três meses subsequentes”, ressalta a médica.

Segundo o doutor Volpe, estão proibidas de se submeterem ao Coolsculpting as gestantes e as pessoas com vasculites e doenças de pele que pioram com o frio. Fora isso, ele é liberado para todo mundo e causa poucos efeitos colaterais. A pele pode apresentar vermelhidão, inchaço e dormência temporárias. No mesmo dia, a paciente pode voltar a sua rotina normal.

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A previsão da fabricante Zeltiq é que cada sessão custe perto de R$ 2.500.

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