a reunião aconteceu no CISC Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

Investigadores e escrivães da Polícia Judiciária se reuniram no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC), na manhã desta segunda-feira (25/07) e apresentaram os motivos da greve realizada pela categoria a políticos e representantes da sociedade civil organizada.

De acordo com a escrivã Celitamares Ribeiro, representante da categoria, a greve é por questão de reconhecimento dos policiais, pois os cargos exigem formação superior, contudo a remuneração não condiz com a função exercida, o que não acontece em outras categorias.

Outro fator cobrado pelos grevistas é a condições de trabalho que deixam a desejar, de acordo com a escrivã, se os funcionários da Delegacia da Mulher desejarem beber água potável é preciso que comprem por conta própria. E na Delegacia  Especializada da Criança e Adolescente (DEA) não possui internet para realizar as atividades.

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“Queremos respeito pelo nosso trabalho e principalmente condições para prestar bom atendimento à população”, declarou Celitamares e informou que as tentativas de negociação tiveram início em 2004.

Segundo a escrivã, a proposta do Governador está distante do esperado pela categoria, que seria 4% de reajuste para 2011 e 10% a cada ano até 2014, o que não mudaria na realidade da categoria que continuaria recebendo abaixo das demais classes.

O vereador Mohamed Zaher (PR) disse que a população precisa apoiar aos investigadores e escrivães, pois eles têm trabalhado para manter a segurança da comunidade e muitas vezes põem a vida em risco. O parlamentar afirmou ainda que a situação não foi solucionada por falta de interesse dos governantes.

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Outro fator pontuado por Mohamed é a falta de estrutura das delegacias, que “é uma pouco vergonha e não pode permanecer do jeito que está , tem que ser feito algo com urgência”, cobrou o vereador que disse ter comprado os móveis para o funcionamento da Delegacia de Roubos e Furtos.

O deputado federal Wellington Fagundes (PR) afirmou que todas as reivindicações são justas e se pôs a disposição da categoria para tentar intermediar as negociações com o governador Silval Barbosa. Segundo o deputado, hoje os dois grandes problemas do país e que precisam de solução com urgência são a saúde e a segurança.

Também estiveram presentes na reunião os vereadores Adonias Fernandes (PMDB), Cido Silva (PP), o presidente da OAB de Rondonópolis,  Adalberto Lopes de Souza, o presidente da ACIR, Edson Ferreira, a primeira dama, Neuma de Moraes, e representantes dos Conselhos de Segurança (Conseg) do município.

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