Em que pese resistir à idéia de aceitar assumir o Ministério dos Transportes, o senador Blairo Maggi (PR/MT) só dará uma resposta definitiva para a presidente Dilma Rousseff (PT) no decorrer da semana que vem, ou seja, após a participação de Luiz Antônio Pagot, diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), no Senado, onde comparece na próxima terça-feira, 12. Maggi aliás, voltou ontem a conversar com a presidente da República.

Pagot somente sobrevive no cargo de diretor-geral, após as denúncias de pagamento de propina, porque se encontra em férias regulares, o que impede o mesmo de ser demitido como queria a presidente no último sábado, quando eclodiu a crise no Ministério dos Transportes e nos seus órgãos auxiliares, conforme denúncias da revista Veja.

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Blairo Maggi passou o dia de ontem refletindo e discutindo com os diretores de seu conglomerado de empresas, sob a alegação de que precisava conhecer a extensão do comprometimento de seus negócios caso assuma a condição de ministro de Estado, já que o Grupo Amaggi é um dos maiores do Brasil e teve faturamento de R$ 3,6 bilhões e se relaciona com o Poder Público por causa principalmente das exportações.

Como empresário, Blairo Maggi sempre teve conduta rigorosa, o que fez dele um dos grandes gestores do país, fato que se repetiu nos oito anos como governador de Mato Grosso, quando executou quase 70 mil casas por praticar contrapartida com o governo federal que entrava com os recursos para as edificações enquanto o Estado bancava as áreas e obras complementares como água, luz, pavimentação, e esgotamento sanitário. Durante muitos anos, Mato grosso foi o único Estado a ter este tipo de relação institucional com a União.

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Fora as questões empresariais, o senador mato-grossense discutiu com alguns mais próximos colaboradores a situação e avaliou qual seria a melhor decisão a ser tomada e quais as consequências que isto promoveriam em sua vida pública, diante da possibilidade de surgirem questionamentos políticos por causa de sua próxima ligação com a presidente.

Certo mesmo é que decisão de Blairo Maggi, só acontece após a participação de Luiz Antônio Pagot no Senado que vai preparado para responder aos senadores e aos deputados federais, principalmente aquele que o tem como desafeto, o senador Mário Couto (PSDB/PA) que antes da indicação de Pagot para o Dnit, motivado pelos tucanos que foram derrotados por Maggi em duas eleições (2002 e 2006) protelaram a apreciação de seu nome por quase um ano.

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Mesmo depois de empossado no Dnit, Pagot não teve vida fácil com o senador tucano que constantemente o acusava de “ladrão”, o que obrigou o então diretor-geral a ingressar com um pedido de falta de decoro parlamentar.

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