Foto: arquivo / AGORA MT

A recusa do senador Blairo Maggi (PR/MT) em assumir o comando do Ministério dos Transportes não deverá ser definitiva, já que, após a apuração das possíveis, mas ainda não comprovadas irregularidades, o convite para o mato-grossense assumir o cargo no staff governamental deverá ser novamente colocado.

Tanto a presidente da República, Dilma Rousseff quanto o senador Blairo Maggi chegaram a conclusão que o momento agora não seria propicio para se promover mudanças políticas na ocupação do Ministério dos Transportes e dos seus órgãos auxiliares. “O momento é ideal para que a presidente coloque em prática as profundas mudanças que deseja fazer e que demonstram ser necessárias para a área que volta e meia é afeita ao denuncismo exacerbado e sem comprovações”, disse uma o senador.

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Maggi não diz o teor da conversa com a presidente da República, mas ouve-se dizer que ele teria traquilizado a mesma quanto aos esclarecimentos que o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes – Dnit, Luiz Antônio Pagot vai prestar aos congressistas a partir das 9 horas da manhã no Senado Federal.

Dilma teria nos últimos dias agido para se reaproximar do PR e do senador Blairo Maggi, que acabou por ajudá-la a convencer Pagot a fazer apenas um depoimento técnico no Senado, hoje, sem apontar o dedo para ninguém. Para evitar mais brigas com a base aliada a presidente marcou para amanhã um “happy hour” com os líderes dos partidos que formam a coalizão de governo. O encontro ocorrerá no Palácio da Alvorada.

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Maggi destacou, ainda, que quando Pagot fala que cumpria ordens, não significa uma ameaça ao governo. “No caso do DNIT, se fala em cumprir ordens porque o órgão não formula políticas. Ele executa”. Maggi disse, ainda, que não há superfaturamento em obras. “Não se trata de superfaturamento, mas de mudanças no escopo das obras”.

Ele reafirmou que não pretende assumir o ministério dos Transportes por razões pessoais e empresariais, destacando que algumas de suas empresas se relacionam com o governo e que, por isso, julga melhor não ingressar no Executivo. “Se não é um problema legal, é um problema moral e ético”, afirmou.

Além de explicar as razões que o impediam de aceitar a missão, deixou claro que não vai mais indicar ninguém. “Nem para o ministério, nem para o Dnit, porque se dá problema eu é que pago”.

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“Ele (Pagot) não é um homem-bomba. Vai prestar contas e explicar tecnicamente como funcionava o Dnit, mostrando que lá existe um colegiado, que toma as decisões”. Segundo Blairo, Pagot também vai deixar claro que o Dnit não formula políticas e sim as executa, de acordo com as orientações do governo. (Com Agência Estado).

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