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Os assaltos em agências bancárias de Mato Grosso se tornaram comum. Mais duas ações criminosas  ocorreram em cidades do interior de Mato Grosso – alvo preferencial dos criminosos. As ações dos bandidos ocorreram no Banco do Brasil de Nova Canaã, a 695 quilômetros de Cuiabá, e na cidade de Vera, a 480 quilômetros. Nesse assalto, os ladrões chegaram a usar uma marreta para tentar arrombar o caixa.  Em Nova Canaã, os bandidos estouraram o caixa eletrônico, com o uso de maçarico.

Com os assaltos desta madrugada, já são  13 ações nos bancos, além de três mortes envolvendo agências bancárias neste ano. Os dados de ataques aos caixas eletrônicos já se aproximam de 50 em Mato Grosso. O Estado amarga a quinta colocação no ranking nacional de ataques a bancos.

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A audácia não tem limites.  Em Nova Canaã, o crime foi praticado por oito bandidos fortemente armados. Eles, primeiro, deixaram o posto da Polícia Militar localizado a poucos metros do Banco do  Brasil (BB), sem comunicação. O bando simplesmente cortou a linha telefônica da PM. Depois, tentaram, sem êxito, o assalto: o alarme soou antes.

Os bandidos também pegaram como refém um homem que trabalhava em um posto de combustíveis localizado próximo à agência e ao posto da Polícia Militar. Os alarmes não dispararam, mas os bandidos largaram o refém e fugiram do local em dois carros.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, Arilson Silva,  observa que desde o início das discussões sobre segurança envolvendo bancos, o Sindicato solicitava a ação integrada entre as polícias e planos táticos para evitar a atuação de quadrilhas, sobretudo, no interior de Mato Grosso.

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“Sempre defendemos que a polícia deve agir em conjunto para combater os assaltos a bancos. Também defendemos que haja estratégia diferenciada no início de mês, quando os salários são pagos nas agências. Vamos manter nossas cobranças para que os bancos invistam em segurança bancária como instalação de vidros blindados nas fachadas, câmeras dentro e fora das agências, entre outras. Reforçamos que a população e os bancários não podem continuar sendo reféns da violência”.

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