Um mata-mata na fase de classificação. Pode até parecer estranho, mas é exatamente assim que a Seleção Brasileira encara a partida desta quarta-feira, contra o Equador, às 21h45m, em Córdoba, pela última rodada do Grupo B da Copa América. Com apenas dois pontos, o time de Mano Menezes precisa de uma vitória ou um empate para avançar às quartas de final.

“Encontramos dificuldades nas primeiras partidas e acabamos antecipando a nossa decisão para a primeira fase”, declarou Fred, autor do gol que assegurou o empate por 2 a 3 com o Paraguai, no último sábado, e salvou o Brasil de uma derrota. Lembrando que na partida de estreia, o time canarinho empatou com a Venezuela.

O momento delicado que vive o Brasil no torneio foi provocado por um futebol pouco empolgante e sem força nas finalizações. Mas como disse o goleiro Julio César, o futebol dá a oportunidade de logo em seguida recuperar o moral. Basta saber se os jogadores brasileiros vão acordar no duelo com os equatorianos.

“Na partida contra o Equador nós podemos apagar a má impressão que ficou das duas primeiras partidas. A intenção era classificarmos nos dois primeiros jogos, mas não deu e agora teremos a nossa primeira decisão na Copa América. Teremos a chance de ganhar e recuperar a confiança”, falou o camisa 1.

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Julio César, porém, acredita que a classificação às quartas vai mudar o astral e a cara da Seleção Brasileira na competição. Mesmo assim, ele pede paciência.

“A classificação vai ser boa para essa Seleção criar uma identidade. Como já disse outras vezes, o Mano tem uma missão complicada, porque não tem muito tempo para trabalhar. Ele está em busca do ponto de equilíbrio, mas todos precisamos de um pouco mais de paciência”, acrescentou o camisa 1 do Brasil.

Um fracasso na fase de grupos da Copa América, no entanto, poderia acabar com essa paciência. Até porque a última vez que a Seleção Brasileira caiu em uma primeira fase foi há 24 anos, justamente em uma edição que teve a Argentina de anfitriã. O duelo entre Brasil e Equador terá transmissão ao vivo da TV Globo.

Mistério no Brasil; desfalque no Equador

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A escalação da Seleção Brasileira para o duelo desta quarta-feira ainda é um mistério. Depois de escalar Jadson de surpresa no lugar de Robinho, contra o Paraguai, o técnico Mano Menezes admitiu esta semana que omite algumas informações para preservar o time titular até minutos antes da partida.

De qualquer maneira, nos últimos dois treinamentos em Campana, onde está concentrada a Seleção Brasileira, o comandante testou Maicon no lugar de Daniel Alves na lateral direita e Robinho de volta ao lugar de Jadson. Se ele vai escalar essa equipe, o torcedor saberá apenas perto da partida.

Cinco jogadores da Seleção Brasileira vão para a partida desta quarta-feira pendurados com um cartão amarelo. São eles Daniel Alves, Thiago Silva, Lucas Leiva, Jadson e Alexandre Pato. Se levarem o segundo, ficam fora das quartas de final. Se passarem em branco, entram na nova fase zerados.

O técnico Reinaldo Rueda procurou trabalhar reservadamente com sua equipe nos últimos dois dias, em Córdoba. Nem mesmo a imprensa equatoriana pôde acompanhar as atividades. A única certeza é que a seleção do Equador não terá Valencia, seu principal jogador.

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Embora os médicos tenham pensado que o atleta do Manchester United conseguiria se recuperar de um problema no joelho antes da partida com o Brasil, Valencia não respondeu bem aos tratamentos e está descartado do confronto. O jogador se machucou na primeira rodada do Grupo B, quando o Equador empatou em 0 a 0 com o Paraguai. Rueda, que precisa da vitória para manter o time na competição, deve manter a mesma equipe que perdeu para a Venezuela na última partida.

Os maus resultados na competição tem feito a torcida chiar contra Rueda. Em entrevista ao jornal “La Hora”, de Quito, José Francisco Cevallos, ex-goleiro da seleção equatoriana e atual ministro dos esportes do país, comentou que jogadores e comissão técnica deve assumir as responsabilidades em caso de eliminação. No entanto, ele afirmou que ainda é difícil confirmar que Rueda pode ser demitido do cargo se a equipe cair ainda na primeira fase da Copa América.

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