A 1ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, feita pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) relata no primeiro semestre deste ano foram registrados 838 ataques a bancos em todo o país. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (11/07) e indica que a média de ocorrências são de 4,6 casos por dia.

Foram 301 assaltos e tentativas de assalto em casos que incluíram o sequestro de bancários e vigilantes. No total, 20 pessoas morreram, sendo 11 óbitos quando as vítimas saíam do banco. Os outros registros de ataques incluem arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos.

O número de mortos teve um aumento de 81% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando ocorreram 11 óbitos no primeiro semestre. Nos 12 meses de 2010, foram registradas 23 mortes.

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Mato Grosso, com 48 (5%) dos registros, é o quinto Estado no ranking de ataques a bancos.  São Paulo lidera com 283 casos, o que representa 33% do total, seguido de longe pela Bahia, com 61 (7%).

De acordo com nota divulgada pela CNTV e Contraf-Cut, a coleta dos dados foi feita a partir de “notícias publicadas pela imprensa, consulta aos dados disponibilizados por algumas secretarias estaduais de Segurança Pública e informações de sindicatos e federações de bancários e vigilantes de todo país”. Por essa razão, “o número de casos pode ser ainda maior”.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Otávio Dias, “os bancos precisam fazer sua parte, colocando mais equipamentos de prevenção nas suas unidades, assim como os estados precisam melhorar a segurança pública, com mais policiais e viaturas nas ruas e ações de inteligência”.

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Entre as medidas sugeridas pelas entidades responsáveis pela pesquisa estão atendimento médico e psicológico para trabalhadores e clientes vítimas de assaltos, além da instalação de caixas eletrônicos somente em locais seguros. As entidades sugerem também que seja feito um controle maior do Ministério do Exército sobre o comércio de explosivos.

A isenção de taxas de transferência, como DOC, TED e ordens de pagamento, também poderiam estimular o uso de serviços eletrônicos e evitar saques de grandes quantias.

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