O ex-prefeito Nilson Leitão (PSDB), de Sinop (a 500 km de Cuiabá), viaja hoje para Brasília para agilizar a posse na cadeira de deputado federal. Devido a uma recontagem de votos diante do adiamento da Lei da Ficha Limpa, ele vai assumir a vaga do ainda deputado Ságuas Moraes (PT). Nilson promete viajar para conversar com a Mesa Diretora do Congresso Nacional e tentar agilizar a posse, o que deve ser resolvido até o final da semana. “Já me tiraram 6 meses de mandato. Ninguém pagará por isso, mas o que podemos fazer será feito para que não tenhamos um prejuízo ainda maior”.

O ex-prefeito de Sinop garantiu a posse e o diploma de deputado federal eleito na quinta-feira (30), depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) rejeitou recurso apresentado pelo PT e manteve a recontagem de votos que beneficiou o tucano.

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Nilson foi beneficiado com o adiamento da Lei da Ficha Limpa porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou atrás e incluiu os 2.098 votos do candidato derrotado Willian Dias em favor da coligação Jonas Pinheiro. Como Leitão foi o mais votado do grupo na eleição passada, passou a votação de Ságuas diante do quociente eleitoral, cálculo usado para saber quem são os eleitos no sistema proporcional (vereador, deptuado estadual e deputado federal). “Fui eleito dentro da regra do jogo. Por isso, tenho pressa para assumir a vaga”, completa.

Ságuas apresentou também recurso (embargos de declaração) ao TSE. Alega que, ao ser deferido registro de candidatura de Willian Dias, não teriam sido apreciados argumentos apresentados pela defesa. Ele reclama ainda que foi o quinto mais votado e as regras sobre a Ficha Limpa só mudaram depois de encerrada a campanha.

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Com a retotalização, a bancada de Mato Grosso na Câmara Federal passou a ser composta por Wellington Antônio Fagundes (PR), com 145.460 votos, Homero Pereira (PR), com 112.421 votos, Valtenir Pereira (PSB), 101.907 votos, Carlos Bezerra (PMDB), com 90.780 votos, Pedro Henry (PP), com 81.458 votos, Júlio Campos (DEM), 72.560 votos, Nilson Leitão, com 70.958 votos, e Eliene Lima (PP), 66.482 votos.

Essa foi a segunda recontagem realizada pelo TRE. A primeira beneficiou o atual secretário de Saúde, Pedro Henry. Ele conseguiu o registro depois de ter sido barrado também pela Lei da Ficha Limpa. A Justiça reconheceu que ele não poderia ser prejudicado por uma condenação anunciada depois de iniciada a campanha.

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