Guilherme Clezar, de 18 anos, é um dos candidatos a defender o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, quando terá 23 anos

Com a assinatura do Projeto Olímpico Rio 2016, nesta quinta-feira (28), em Brasília, o tênis brasileiro passa a ter oficialmente um investimento específico para a Olimpíada. O presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), Jorge Rosa, afirmou em entrevista ao R7 que o objetivo é claro: medalhas olímpicas no masculino e no feminino.

Emilio Sanchez, ex-tenista e capitão da Espanha na Copa Davis, se tornou em 2009 o coordenador técnico do tênis brasileiro e determinou como meta ao menos dois pódios nos Jogos do Rio. Rosa disse acreditar na possibilidade de cumprir a missão estabelecida pelo espanhol.

– As metas são sempre grandes. Vamos jogar em casa, e vamos trabalhar para chegarmos fortes. Eu acho que o Brasil pode seguir essa ideia do Emilio, tentar medalha nos dois lados.

O projeto assinado pela CBT e pelo Ministério do Esporte disponibilizará cerca de R$ 2,02 milhões por ano para a preparação de tenistas para a Olimpíada. A verba será usada para transformar a academia do técnico Larri Passos, em Camboriú (SC), responsável pela formação de Guga, em um Centro de Treinamentos para o aperfeiçoamento de atletas.

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O ex-tenista Gustavo Kuerten será um dos responsáveis pela coordenação do projeto. Em um primeiro momento, 14 tenistas terão acompanhamento especial na cidade catarinense, e alguns deles já treinam no local.

Rosa diz que ainda é cedo para determinar quem disputará os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, mas já arrisca alguns nomes, como o do principal tenista brasileiro, Thomaz Bellucci.

– O auge de um tenista é geralmente aos 27 anos, que será mais ou menos a idade do Bellucci em 2016. Mas penso que é dele para baixo os atletas que irão jogar, até a faixa hoje dos 16, 17 anos. Temos dois tenistas jovens dentro dos 500 do mundo, o Tiago Fernandes e o Guilherme Clezar.

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Fernandes, de 18 anos, terá 23 anos nos Jogos do Rio. Hoje na 373ª posição no ranking mundial, ele é uma das maiores promessas do tênis brasileiro, especialmente após ter vencido no ano passado o título juvenil do Aberto da Austrália. Já Clezar, da mesma idade, é o atual 388º do ranking profissional, e ganhou um torneio da série future em maio.

Para Rosa, o Brasil possui um potencial muito grande em sua nova geração, não apenas para a Olimpíada, mas para todas as competições do tênis.

– O Brasil tem o maior número de tenistas ranqueados na ATP [Associação dos Tenistas Profissionais] até 21 anos. Temos uma base muito forte. Mas apenas daqui a dois anos poderemos ter uma ideia melhor sobre eles.

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Se no tênis masculino a base permite sonhar com medalhas na Olimpíada, uma competição atualmente que reúne os melhores tenistas profissionais do mundo, como Roger Federer e Novak Djokovic, o tênis feminino é outra realidade. Entre as 300 melhores do mundo, o Brasil tem apenas três tenistas: Ana Clara Duarte (227ª), Roxane Vaisemberg (242ª) e Teliana Pereira (293ª). E não há grandes revelações nas bases juvenis. Mas isso não parece incomodar Rosa.

– Nossos torneios profissionais aumentam a cada ano, e temos mais tenistas jogando do que há cinco anos. Podemos sim buscar medalhas, especialmente nas duplas, e nas duplas mistas [um homem e uma mulher], nova categoria na Olimpíada.

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