Foto: assessoria

O diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, disse ontem (13) que aceita abrir seus sigilos fiscais e telefônicos caso haja um pedido formal das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Viação e Transportes. Durante depoimento de mais de sete horas na Câmara, deputados pediram para que assinasse um termo concordando com a quebra dos seus dados sigilosos, mas Pagot não assinou.

Após a audiência, ele declarou que teve seus dois celulares grampeados ilegalmente. Segundo Pagot, no último dia 5, atendeu telefonema de uma pessoa que o informou da existência dos grampos. Na ligação, de acordo com o diretor do Dnit, que está de férias do cargo, o interlocutor não se identificou e apenas disse que trabalha com informações em um órgão do governo federal.

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“Essa pessoa disse que ia me provar que os meus dois telefones estão sendo monitorados há muito tempo”, disse, acrescentando que ela revelou ainda o conteúdo de várias ligações que ele, Pagot, fez nos últimos dois anos. “Ele fez onze relatos para mim que me deixaram estarrecidos. Então, não tenho dúvida de que a quebra de sigilo telefônico existe há dois anos e meio”.

Pagot voltou a dizer que não cometeu irregularidades à frente do Dnit, apesar de reconhecer que existem problemas no órgão. “Nos últimos 14 dias, se vocês lerem o que saiu sobre mim na imprensa, vão pensar que sou o verdadeiro dragão da maldade contra uma série de santos guerreiros que têm por ai. Tenho certeza que não sou o dragão da maldade, não vou dizer que sou o santo guerreiro mas, com certeza, não sou o dragão da maldade. Tem gente posando de santo guerreiro, que não é isso”, disse sem citar nomes.

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