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O deputado estadual Percival Muniz (PPS) na sessão dessa terça-feira (5), sugeriu que AL faça uma nota de apoio ao diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, que foi afastado do cargo por conta de suspeitas de envolvimento em supostos esquemas de desvio de recursos de obras federais.

Apesar de sair em defesa de Pagot, Percival disse que é necessário investigar as denúncias feitas pela revista Veja. “Se o PR tem problemas com ‘mensalão’, que se puna. Se tem denúncias, que se apure. O que não se pode é punir uma pessoa que está fazendo um bom trabalho e em favor de Mato Grosso”, afirmou o socialista, da tribuna, lembrando que não faz parte do grupo político de Pagot e hoje estão projetos políticos diferentes.

“Eu venho aqui fazer a defesa do cidadão Pagot porque não tenho vinculação partidária, nem política com ele. Somos um estado periférico. Quem é do PR fica até intimidado de usar a tribuna para fazer a defesa dele. Mas tenho a independência e a coragem para vir aqui fazer esse pronunciamento e sugerir que essa Casa faça um trabalho em defesa dele (Pagot)”.

Percival aproveitou a oportunidade para ressaltar que o Estado nunca recebeu tantos recursos do governo federal como após a posse de Pagot no comando do Dnit. O deputado listou uma série de melhorias na área de Infraestrutura, como os encaminhamentos da pavimentação da BR-163, BR-158, a duplicação da Serra de São Vicente, a ferrovia Centro Oeste entre outras obras estruturantes que deslancharam a partir da chegada dele na autarquia.

Ele ressaltou, ainda, que, com a autarquia sob o comando de Pagot, o Tribunal de Contas da União (TCU) não determinou o cancelamento de obras. “Bem na hora que a coisa vai melhorar criam uma crise”, reclamou, lamentando, também, que a bancada federal tenha se mostrado tímida na defesa de Pagot, diante do afastamento.

“Lamento que o senador Blairo Maggi (PR), que é padrinho do Pagot, não tenha a coragem política de vir defender aquele que defende Mato Grosso e que, se cair, está caindo porque deixou de atender Minas Gerais, deixou de atender interesses do centro-sul para atender estados como Mato Grosso. Se o Brasil está com ciúmes do trabalho do Pagot a Mato Grosso, tem que saber que é esse mesmo Mato Grosso que ajuda sustentar o superávit comercial do país exportando grãos e carne, ajudando a alimentar o mundo, e não recebe da nação aquilo que oferece”, concluiu Percival.

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