Economista Joao Antonio Fagunde. Foto: Ronaldo Teixeira/Agora MT

“Endividamento não depende de quanto uma pessoa ganha, é uma questão de má administração do que se recebe”, afirmou o economista João Antonio Fagundes que acrescentou que qualquer pessoa pode adquirir bens e não sair do orçamento e muito menos ter restrições no CPF.

O economista observar que não há problema em realizar alguma compra parcelada em várias prestações, a facilidade de compra é benéfico, pois permite que a pessoa adquira um bem que levaria certo tempo para conquistar, além de fomentar o mercado, o problema esta no descompasso entre receita e despesas. “Os parcelamentos e financiamento são muito bons, quantas pessoas podem comprar um carro ou uma casa à vista? O homem vive para realizar sonhos e isso é saudável, porém as pessoas contam somente as parcelinhas isoladas e quando juntas ficam maiores que o salário. Isso independe de classe social”, pontuou.

João Antonio disse que educação financeira deveria ser ensinada desde cedo, na criação da pessoa para que cresça mais disciplinada e consciente dos limites a serem respeitados. E reforça a necessidade de controle ao afirmar que “O que não se mede não se gerencia”.

Contudo o economista afirma que todas as pessoas podem sair do vermelho, basta ter disciplina, assim como as pessoas que malham ou fazem dieta para ter um corpo bonito. João Antonio dá algumas sugestões para sair do endividamento.

A primeira é deixar de comprar até quitar os débitos. Se possível anotar em um caderno ou planilha todas as despesas e pagamentos realizados, para se ter uma noção mais precisa para onde o dinheiro está indo e onde pode ser economizado.

Negociar com os credores é sempre uma boa alternativa, pois as empresas têm interesse em manter o cliente e também receber o capital, principalmente por controlar os juros e conseguir encaixar a prestação no orçamento.

João Antonio sugere, em alguns casos, a realização de um financiamento para que possa quitar com todos os demais credores e centralizar a divida em apenas um fornecedor, mas sempre analisando a taxa de juros e se o salário comportará as prestações.

Independente de estar endividado ou não o economista diz que a pessoa sempre deve fazer duas perguntas básicas antes de realizar qualquer compra. “Quanto da minha renda está comprometida?” e “Realmente preciso fazer essa compra?”, e só então adquirir o bem, se for viável.

O economista conclui argumentado que é muito válido a retirar uma parte do salário e realizar uma economia para concretização de algum sonho ou para ser utilizado em algum imprevisto.

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