Foto: arquivo / AGORA MT

A partir das 8 horas da manhã desta sexta-feira (01), os cerca de 1.760 investigadores e 380 escrivães da Polícia Civil paralisam suas atividades por tempo indeterminado. A decisão dos servidores foi tomada após assembleia realizada na sede do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais de Mato Grosso (Siagespoc). A categoria já havia decidido, se não houvesse proposta por parte do governo, pela greve e protocolizou o documento na última segunda-feira (27). Por força de lei, 30% dos profissionais permanecerão em atividade.

Os grevistas pleiteiam equiparação salarial com os peritos criminais que recebem, inicialmente, salário de R$ 6 mil. Investigadores e escrivães têm salários de R$ 2.365 mil em início de carreira. A negociação com a Secretaria de Estado de Administração (SAD) se arrasta há mais de 60 dias e a última proposta, encaminhada pela SAD ontem (30), não agradou os trabalhadores. No mês de junho, os servidores realizaram duas paralisações, de 24 horas no dia 3 e 48 horas nos dias 6 e 7 deste mês, como forma de pressionar o governo por mudanças.

Para o presidente do Siagespoc, Cledison Gonçalves da Silva, falta comprometimento do Poder Público em valorizar o funcionalismo. Ele creditou a situação de radicalização à postura do secretário de Administração, César Zílio. “Não podemos mais aceitar o descaso do governo com a nossa categoria, sempre deixada de lado em detrimento a outras”.

Advertisements
COMPARTILHAR

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.