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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) enviou uma nota de repudia sobre a postura da Secretaria de Estado de Educação, da Assessoria Pedagógica de Rondonópolis em relação ao movimento grevista na Educação.

Segundo o presidente do Sintep, João Euds, durante o movimento de paralisação dos Trabalhadores da Educação, buscou através de documentos e ameaças, intimidarem os profissionais que estavam em greve.

O Sindicato informou por meio da nota que os profissionais da educação estavam lutando pela qualidade na educação e que os assessores pedagógicos, eleitos pelos profissionais da educação para promoverem uma educação de qualidade se revestiram do poder e passaram a agir contra a educação. Integrantes do Sintep afirmam que vão continuar buscando pela valorização desses profissionais.

NOTA DE REPÚDIO

Os Trabalhadores da Educação do município de Rondonópolis, reunidos em Assembléia Geral através desta nota pública, manifesta publicamente seu Repúdio às ações da Secretaria de Estado de Educação, da Assessoria Pedagógica de Rondonópolis, que durante o movimento de paralisação dos Trabalhadores (as) da Educação, buscou através de documentos, ameaças veladas, intimidar os Trabalhadores (as) em greve, que manifestaram seu direito de lutar por melhores condições de trabalho, pela valorização profissional, pela ampliação do financiamento público da educação, enfim pela qualidade na Educação.

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Como gestores deveriam primar pela responsabilidade, pela ética, pelo respeito a esta categoria que é essencial a sociedade, pelo conhecimento principalmente dos artigos previstos na Constituição federal, especificamente nos artigos 8 e 9 e seus incisos.

Queremos lamentar que assessores pedagógicos, eleitos pelos profissionais da educação para promoverem uma educação de qualidade; após assumirem seus cargos eletivos e passageiros, se revestem do poder e passam a agir contra a educação, contra a sua própria classe e contra a si mesmos. Essas pessoas deveriam se sentir constrangido por utilizarem diversos meios truculentos para coagir e intimidar os verdadeiros profissionais da Educação que lutam pela categoria e pela sociedade, principalmente com ameaças de corte de pagamento, exoneração de contratados, de colegas em estágio probatório, suspensão de direitos adquiridos etc. Ressaltamos que esses gestores agiram covardemente, propagando inverdades, desrespeitando os direitos assegurados a categoria. Lamentamos, pois a Ditadura Militar já acabou. Estamos a 26 anos vivendo numa Democracia, que é considerada como uma das mais sólidas da atualidade. Reafirmamos ainda que se vivêssemos na Ditadura Militar, nós enquanto cidadãos, entidade sindical e categoria, faríamos  a Luta como sempre foi feita no passado.

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Por fim repudiamos as ações do governo do Estado de MT, a sua postura em não negociar com os Trabalhadores da Educação, mesmo conhecendo a posição desta Categoria tomada em Assembléia Geral que propôs a formulação de uma proposta alternativa. Lamentamos também a postura do Judiciário que ao invés de cobrar do governo de MT para que cumpra a Legislação, penaliza os Trabalhadores (as), judicializando o movimento e engessando a negociação com os Profissionais da Educação.

Queremos repudiar todo e qualquer tipo de Concepção Coronelista, infelizmente ainda existente na educação de MT, reafirmando a nossa luta incansável pela qualidade da Educação, pela ampliação dos recursos em Educação e pela valorização profissional justa e digna dos seus Trabalhadores (as).

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SINTEP LIVRE, DEMOCRÁTICO E DE LUTA

Subsede de Rondonópolis – MT.

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