Campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Rondonópolis é uma das 32 entidades que envolve 22 categorias de servidores federais em todo os país que paralisaram as atividades nesta terça-feira (05/07), a iniciativa é reflexo do descaso da negociação do Governo Federal com a categoria. O manifesto tem duração de 24 horas.

Os servidores reivindicam seis itens: políticas salariais permanente com reposição inflacionária, isonomia entre as carreiras, valorização do salário base e incorporação das gratificações; contrariedade a qualquer reforma que retire os direitos dos trabalhadores; retirada das PLPs, MPs, e decretos contrários aos interesses dos servidores; cumprimento, por parte do Governo, dos acordos firmados e não cumpridos; paridade entre ativos, aposentados e pensionistas; e a definição da data base.

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O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT), Laudenir Gonçalves, relatou que desde 2010 não existe negociação salarial com os servidores. “Faz um ano que o Governo Federal prometeu sentar e conversar com os docentes e apresentar propostas de reajuste salarial para a categoria, mas até o momento, a única proposta do Executivo Federal é o projeto de Lei 549/2009, que congela o salário dos servidores públicos federais por dez anos”, pontuou.

Laudenir reforçou que o manifesto é uma forma de tentar evitar uma greve geral a partir de agosto, caso não haja uma negociação com o Governo. “Estamos realizando assembleias em todo o país, caso continue o descaso em relação a pauta de reivindicações poderemos entrar em greve”, relatou Gonçalves.

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De acordo com Laudenir, o ato público dos professores federais em Rondonópolis será também uma manifestação em prol da criação da Universidade Federal de Rondonópolis e de solidariedade aos técnicos-administrativos das Universidades Federais, que estão em greve desde o último dia 6 de junho.

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