O secretário adjunto de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Elio Rasia, pode cair após denúncias do PR de Rondonópolis, que o acusam de utilizar o cargo beneficiar alguns grupos empresariais de Rondonópolis. Rasia aprovou no dia 30 de junho, em substituição legal ao secretário Pedro Nadaf, na presidência do Conselho Estadual de Desenvolvimento Empresarial (Cedem), Carta Consulta de empresas para obterem recursos do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic). Vinte dias depois, Nadaf tornou sem efeito o enquadramento no Prodeic das empresas supostamente beneficiadas por Rasia.

A denúncia do PR pode ter cunho político eleitoral. Rasia faz parte do grupo do senador Blairo Maggi (PR) e foi secretário de Desenvolvimento Econômico na gestão do ex-prefeito Adilton Sachetti (sem partido). Os grupos do deputado federal Wellington Fagundes (PR) e do senador tem divergências desde a saída de Maggi do PPS, quando migrou para o PR comandado até hoje por Fagundes.

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“Essa é uma questão política. Sou soldado do partido e não me apego a cargo. Estou tranquilo, se essa for a decisão do PR, eu saio”, defendeu-se o secretário adjunto da Sicme, Elio Rasia.

Conforme a denúncia encaminhada por membros do PR, algumas das empresas beneficiadas com o Prodeic, com aval do secretário adjunto da Sicme, sequer tinham CNPJ registrada junto aos órgãos competentes. Outro fato que chama atenção nas denúncias são os nomes das empresas em questão, levantando a suspeita de beneficiamento a um pequeno grupo. Alguns sobrenomes utilizados de forma alternada como micros e pequenas indústrias.

A rapidez do processo também é algo incomum dentro da burocracia do poder público. Uma das empresas protocolou a carta consulta no dia 22 de junho e no dia 27 estava nas mãos de Elio Rasia. Três dias depois no Diário Oficial do Estado (DOE) com a aprovação da carta consulta.

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Rasia explica que ele e os 20 conselheiros do Cedem receberam cartas consultas de 48 empresas um dia antes da reunião, por isso não houve tempo hábil para detectar irregularidades. “Era a primeira reunião, depois disso os processos são analisados e em nova reunião, que inclusive eu estava presente, o Cedem vetou 30 empresas, algumas de Rondonópolis, porque percebeu que eram as mesmas pessoas pedindo benefícios com nome diferentes”.

O secretário adjunto afirmou ainda, que mesmo após a aprovação da carta consulta os benefícios fiscais somente serão concedidos após o empreendimento estar concluído, o que pode levar anos. “Antes de entrar em operação, a empresa passa por vistoria e apresenta ao conselho só depois é que o incentivo é concedido”, explicou.

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