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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se mostrou totalmente favorável à contratação de Organizações Sociais (OSs) para gerir as unidades públicas de saúde durante a inauguração do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, região metropolitana da capital. Ele esteve presente no evento de abertura da unidade, que ocorreu nesta terça-feira (2).

Além de ignorar as polêmicas sobre a resistência da terceirização do Sistema Único de Saúde (SUS), o ministro fez elogios ao governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), por ter escolhido o meio mais rápido de colocar em funcionamento o hospital, com capacidade para realizar 500 procedimentos cirúrgicos por mês.

Para ele, é importante que alguns temas sejam discutidos teoricamente e defendeu que há vários modelos de gestão que são bons. “Mas, o que é bom mesmo, é que o atendimento público seja garantido integralmente. Nunca falamos que o SUS deveria seguir um modelo específico de administração”, pontuou Padilha, ao argumentar que na Constituição Federal não está previsto que o SUS deve ser só estatal.

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O ministro ponderou, entretanto, que, apesar de a instituição estar nas mãos de Organizações Sociais, é preciso fiscalização para que os atendimentos sejam feitos 100% pelo SUS, não podendo de maneira alguma haver cobrança dos usuários. “Todos devem receber o mesmo tratamento, independentemente de raça, cor e condição financeira”, alertou.

Uma das prioridades do governo Dilma Roussef (PT), segundo o ministro, é enfrentar e superar os gargalos da saúde pública, não só em Mato Grosso, mas em todo o país. Por isso, na visão dele, não se pode medir esforços para a ampliação dos atendimentos de urgência e emergência, que também serão efetuados pelo Hospital Metropolitano.

Já o governador Silval Barbosa destacou, na solenidade, que, além da unidade localizada no bairro Cristo Rei, o Hospital Regional de Rondonópolis, a 218 quilômetros de Cuiabá, também abriu as portas nesta terça-feira. “Serão realizadas cerca de 230 cirurgias de média e alta complexidade”, informou.

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A unidade recém-inaugurada será gerida pelo Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas), que vai receber R$ 31,3 milhões pelo período de um ano. A parte de infraestrutura estava pronta há dois anos, porém, o hospital não havia sido inaugurado antes por falta de equipamentos.

 

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