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Cinquenta e nove banhistas morreram vítimas de afogamento em lagoas e rios da Baixada Cuiabana nos últimos 18 meses (entre janeiro do ano passado e agosto deste ano), conforme um levantamento divulgado pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) ligado ao Corpo de Bombeiros.

O tenente coronel João Rainho Júnior, da Diretoria Operacional Adjunta dos Bombeiros, disse que os banhistas tendem a ir com mais frequência aos rios nesta época do ano, em virtude da baixa umidade relativa do ar e do calor provocado pela estiagem.

O 9º Distrito de Meteorologia, órgão ligado ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), informou que a umidade do ar chegou a 12º nesta semana, nível semelhante ao de deserto, e a temperatura tem alcançado 40º durante à tarde. Além desses fatores, o tenente coronel explicou que as famílias também vão para os rios neste período devido às pequenas praias que se formam nas margens.

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Do total de mortes registradas em um ano e oito meses, 42 aconteceram no ano passado e 17 neste ano, sendo que apenas quatro corpos não foram encontrados pelos homens dos bombeiros, mas foram dados como mortos após dias de buscas. Rainho Júnior explicou que as pessoas alcoolizadas e as crianças são as pessoas que mais morrem por afogamento nos rios do estado. Por isso, ele alerta os adultos a não ingerirem bebida alcoólica nas margens dos rios e a manter o alerta em relação aos filhos e sobrinhos.

Crianças afogadas
As últimas duas mortes aconteceram nesta semana. Duas crianças, uma de cinco e a outra de nove anos, se afogaram e morreram. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros localizaram nesta quinta-feira (18) o corpo de um menino no Rio Cuiabá, na região do bairro Parque Atalaia, e na quarta-feira (17) havia sido encontrado o corpo de um outro garoto na região do bairro Altos da Serra.

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Apesar das mortes, a região mais perigosa do estado de Mato Grosso é a chamada Passagem da Conceição, um trecho do Rio Cuiabá localizado em Várzea Grande, região metropolitana capital. O local é repleto de pequenas praias que se formam com a seca do rio e atraem muitas famílias. A Passagem da Conceição chega a receber 10 mil pessoas em um único fim de semana.

Diante da demanda de banhistas, assim como no ano passado, o Corpo de Bombeiros deve montar uma operação na região para evitar incidentes e sinalizar a área com placas. Segundo tenente coronel Rainho Júnior, os bombeiros vão ficar na região orientando os banhistas.

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