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Uma pesquisa feita pela equipe de Zoonoses de Rondonópolis mostra que mais de três mil animais já foram mortos pelo método eutanásia nos últimos 18 meses. Só este ano mais de 1.500 pessoas já entraram em contato com o Centro de Zoonoses para buscarem seus animais por não quererem mais cuidar deles devido alguma doença.

Devido aos números que são preocupantes o Conselho Municipal de Saúde se reuniu nesta tarde para pedir a normatização da carrocinha em Rondonópolis. O gerente da vigilância ambiental, Edgar da Silva Prates, afirmou que a situação está insustentável, já que as pessoas pegam os animais para cuidar e depois quando eles ficam doentes não querem assumir a responsabilidade. “O animal adoece eles ligam para Zoonoses, mas o que não entendem é o setor não faz tratamento para animais e se não há para quem doar o animal é sacrificado”, diz.

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De acordo com o gerente o serviço que é realmente do Zoonoses está deixando de ser feito para poder recolher animais que são rejeitados pelos donos. “Em 18 meses mais de R$ 211 mil já foram gasto em recursos que muitas vezes nem são de responsabilidade do setor. Temos que recolher animais com doenças graves e que não tem mais cura que pode colocar a vida de outras pessoas em risco”, fala.

Edgar fala que o fluxo de ligações para que se recolham os animais é enorme e que a maioria das pessoas não tem paciência para esperar. “São muitas ligações por dia, não é possível atender a todos de imediato, o local onde são deixados os animais está lotado”, explica.

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O gerente afirmou que o próximo passo será convocar a sociedade e os órgãos da cidade para discutir o assunto. “Queremos discutir sobre o assunto com vereadores, promotoria pública e ongs para ver a melhor maneira de resolver o problema”, diz.

Uma das diretoras do Cantinho de Proteção Animal de Rondonópolis, Emmanuelle Moraes, comentou que a ong não é a favor da eutanásia em animais sadios e que essa não é a maneira de se resolver o problema. Segundo a diretora várias ações como castração, a proibição de procriação de animais em fundo de quintal e a punição para as pessoas que abandonam seu animal seria algumas das ações que melhoraria a situação.  “As pessoas precisam ser punidas, porque elas pegam o animal depois resolvem que não querem mais e então entregam para o sacrifício. Depois passa algum tempo ela vai e pega outro para criar, isso está errado”, alega.

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