O Presidente da Acir (Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis), Edson Robson Alves Ferreira, está no cargo há um ano. Edson é comerciante há mais de 20 anos em Rondonópolis e tem como projeto futuro escrever dois livros, sendo que na primeira obra será sobre a sua trajetória e a outra será sobre comportamento organizacional.

– Como você chegou ao comércio?

Eu vim de Goiânia para Cuiabá em 1983, nessa época vim abrir a primeira concessionária de uma marca que eu representava. Já em 1986 inaugurei a minha primeira empresa em Rondonópolis que tenho até hoje. Também atuo no ramo de construção civil, fazendo casas para vender e alugando alguns imóveis comerciais.

– Quais as funções básicas de um presidente da ACIR?

São muitas funções de responsabilidades, mas a mais importante delas é você conseguir agregar os associados para que entre em um consenso entre a classe para o atendimento da demanda. Tem que levar até os associados serviços que possa facilitar para a classe empresarial. O nosso trabalho é defender os empresários, levar até eles várias soluções para facilitar os seus empreendimentos e poder trabalhar junto com a classe política para formatar projetos para a nossa cidade.

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Quantos associados têm a ACIR?

Até final de agosto a nossa meta é atingir 1.500 empresas, nós somos a maior Associação do Estado, congregamos empresas do comércio, indústria, serviços e profissionais liberais. Faz um ano da minha gestão, assumimos a entidade com 950 associados e vamos chegar agora com 1.500, nosso projeto até o final da gestão é chegar de 2 mil a 2.500. É uma meta bem desafiadora, mas nós acreditamos no serviço e nas soluções que estamos levando para a classe empresarial e acima de tudo acreditamos nos nossos empresários e que eles realmente reconhecem o trabalho da ACIR e que vê a necessidade de associar-se para ter uma representatividade forte para defender o interesse da classe.

 

 

– O que Associação tem feito pela qualificação de mão de obra?

Nós implantamos bem recentemente o PROE (Programa para Estagiários), com convênio com as faculdades e cursos tecnológicos da cidade, já temos CDE (Centro de Desenvolvimento Empresarial) onde acontece cursos semanais na ACIR, onde é passado o “vídeo empresa” e vamos implantar agora um sistema de treinamento semanal com cursos duas vezes por semana para empresários e colaboradores. Sempre trazemos para Rondonópolis palestras orientativas, na parte de gestão e motivacional.

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– Quais os setores que poderiam ser mais estimulados?

Eu diria que não precisa de mais estimulo, mas de mais estrutura. Rondonópolis é um município muito forte no agronegócio, tem grandes indústrias na área de grãos, além das outras que são menores. O que precisa atualmente é de mais infra-estrutura nos distritos industriais de Rondonópolis, nós temos três distritos, nos quais ambos necessitam de obras como de asfalto, rede de esgoto, meio fio, então é muito importante para um município como esse tenha distritos estruturados para dar as mínimas condições de trabalho e de locomoção para aqueles empresários que ali estão.

– Qual a expectativa para as empresas que estão vindo para Rondonópolis?

As expectativas são boas, nós temos um município voltado para a área educacional, diversos cursos tecnológicos estão vindo para a cidade e isso realmente já é a preparação para o crescimento industrial. Nós temos vários contatos com empresas da região sul do país, no ramo de fiação e tecelagem, onde muitas delas virão para Rondonópolis. A Ferrovia também está chegando, com isso muda-se completamente o sistema de transporte da região, mas é uma forma de ajustamento do mercado da demanda, da oferta, da procura e dos ramos de atividades. Temos que preparar a nossa cidade para o crescimento.

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– E as empresas que estão surgindo em Rondonópolis?

À medida que o município cresce, a população aumenta e novas indústrias vêm para a cidade, o empresário local consegue ver novas oportunidades e abrir novos negócios ou ainda ampliar a sua rede de lojas. Ele consegue enxergar a demanda do mercado e ele procura acompanhar esse crescimento, isso é muito positivo para a classe empresarial, já que gera emprego, riquezas e tributos que contribuem para o crescimento da cidade.
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