Felipe Kizu viaja o mundo atrás das ondas (Foto: Reprodução SporTV)

Aos 18 anos, o mineiro Felipe Kizu caiu da varanda da casa de um colega e ficou paraplégico. A tragédia, que poderia ter mudado a vida dele para pior, o aproximou dos amigos e o fez descobrir um novo esporte em sua vida: o caiaque.

– O mais saudável que alguém pode fazer na vida é pegar onda – conta o para-atleta.

Kizu se reúne com os amigos para, duas vezes por mês, deixar a capital Belo Horizonte e se aventurar nas ondas do litoral. Acostumado a andar de kart, skate, e a praticar mergulho livre, o jovem descobriu no caiaque uma forma de continuar surfando, uma das maiores paixões.

– Logo depois que ele se machucou a gente vinha para a praia e ele vinha junto e já estava procurando uma maneira de pegar onda de novo – afirma o amigo Diego Tavares.

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– É um esporte maravilhoso. Chega muito perto da pranchinha em termos de manobra – conta Kizu sobre o caiaque.

O colega Breno Paranhos conta que Kizu, mesmo sem o movimento das pernas, é muito independente.

– Às vezes a gente tenta ajudar ele, mas ele gosta de fazer tudo sozinho – diz.

Kizu já disputou diversos campeonatos. Mesmo sem patrocínio e treinador, ele viaja o mundo atrás das ondas.

– Já disputei o Mundial na Austrália, em 2010, quando fiquei em quinto. Disputei o Sul-Americano, em Barra do Sul, Santa Catarina, em 2010, com um nível muito alto, e também as etapas do Brasileiro.

Da tragédia, Kizu aprendeu a aproveitar sua vida. Segundo ele, o acidente fez com que tivesse uma nova visão do mundo.

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– Com o tempo a gente vê que se ganha mais do que se perde, estou sempre com os amigos. Não pode parar não, a vida não para, porque a gente vai parar? – declara.

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