Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

Seis policiais militares estão sentados no banco dos réus no Tribunal do Júri em Rondonópolis, eles estão sendo julgados pela chacina que vitimou sete pessoas, todos elas, reeducandos da Cadeia Pública que à época funcionava na região da Vila Aurora.

A sessão que teve início às 08h30 da manhã desta quarta feira (24/08) e deve se estender até amanhã (25/08), é presidida pelo Juiz, João Alberto Menna Barreto Duarte, a acusação é conduzida pelo Promotor de Justiça, Rodrigo Ribeiro. Além deles, atuam na defesa, três advogados. A acusação que pesa contra os réus é a da prática de homicídio qualificado.

O CRIME

O caso, ocorrido na madrugada do dia 7 de fevereiro de 1989 ficou conhecido como “A chacina da Cadeia Pública” e teria originado a partir da morte de um policial, que segundo informações, foi praticada por um dos detentos. Ainda segundo relatos da época, depois da morte do colega de farda, os seis policiais em questão acompanhados de outros dois que não estão sendo julgados, sendo que um não foi encontrado e outro está hospitalizado, desencadearam a chacina.

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Foram mortos naquele dia, Francisco das Chagas, Arlindo Pio da Silva, Gilberto Honorato dos Santos, Édio dos Santos Rodrigues, Antônio Carlos Silvério da Costa, Jeová Batista de Souza e Francisco Moreira dos Santos.

Depois de passados 22 anos e meio do crime , o Juiz Menna Barreto, concorda com a possiblidade de o tempo poder influenciar e prejudicar o esclarecimento dos fatos por conta do esquecimento. Por outro lado, o magistrado garante também que este mesmo período não representa prejuízo quanto à presunção da pretensão punitiva.

MINISTÉRIO PÚBLICO

O Promotor de Justiça, Rodrigo Ribeiro, disse a equipe do AGORAMT que por se tratar de um caso antigo, o Ministério Público se empenhou ao máximo para que não houvesse a prescrição do crime, o que deveria ocorrer no mês de outubro deste ano. “Trata-se de um crime que chocou a sociedade e que não poderia deixar de ser apreciado por esta mesma sociedade que compõe o Conselho de Sentença”.

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Porém, segundo o magistrado, dependendo do entendimento dos jurados, o crime pelo qual os seis policiais estão sendo acusados e julgados pode passar de homicídio qualificado para homicídio simples, se houver o afastamento de algumas qualificadoras, neste caso, pode ser que haja a prescrição da pena aplicada.

Cerca de 20 testemunhas, entre acusação e defesa, foram intimadas a depor e o corpo de jurados é formado por sete pessoas, entre elas, quatro mulheres e três homens que deverão responder a um questionário de 252 quesitos.

NO BANCO DOS RÉUS

Estão sendo julgados, os policiais militares, Izídio Nascimento de Queiroz, João Airton de Oliveira, Adézio Rodrigues de Oliveira, Carlos Augusto Santos Paes, Antonio Carlos de Oliveira da Silva e Francisco Carlos de Souza.

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