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Patrícia Abravanel, 33 anos, segunda filha de Silvio Santos com Iris Abravanel (as outras são Daniela, Rebeca e Renata), ficou conhecida do público em 2001, quando foi sequestrada na garagem de casa por marginais disfarçados de carteiros e libertada sete dias mais tarde, após o pagamento de um resgate estimado em 500 mil reais, valor nunca confirmado pela família. Mas isso é passado. Hoje ela está mesmo decidida a se tornar uma apresentadora.
Desde que começou a apresentar o ‘Festival SBT 30 anos’, em maio, e a participar do ‘Jogo dos Pontinhos’, na emissora do dono do Baú, ela abdicou de pensar na estratégia da programação para focar na nova profissão. Na próxima terça-feira, grava o ‘Programa da Eliana’, substituindo a loura, que está de licença-maternidade. Além de ser tiete do pai, Patrícia revelou à coluna que seu sonho é ser o Luciano Huck de saias da TV brasileira.

Você já acalentava o sonho de ser apresentadora? “Não. Eu sempre gostei muito de falar em público, sem dificuldades. Mas acho que ir para a TV não era uma coisa que eu sonhava. Até porque é uma profissão que tem muitos ônus, como o fato de perder a privacidade ao se tornar uma pessoa pública. Para eu entender que eu sou famosa é difícil. A celebridade era o meu pai. A partir do momento em que você entra na casa das pessoas, elas sentem que têm liberdade de entrar também na sua vida. É um se jogar no mundo”.

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Seu pai foi quem incentivou? Ele te dá bronca quando você erra? “Sim. Ele não dá bronca, mas dá uns toques. Teve uma época em que eu falava muito rápido. Ele me aconselhou a falar mais devagar e de forma mais coloquial, popular mesmo. São toques importantes de quem entende do assunto”.

Fica chateada com as brincadeiras que ele faz, como te chamar de feia, por exemplo? “Não. Tiro de letra. Na verdade, acho engraçado. Mas ele adora um antagonista. Você não vê que ele ‘pega no pé’ da Maysinha, da Lívia Andrade? Ele adora um antagonista”.

Se considera uma celebridade? “Não sou celebridade. Não me sinto e não estou com essa bola toda. Posso andar no shopping tranquilamente. Algumas pessoas me reconhecem. Mas é normal, não ando com segurança”.

Você já disse uma vez que era a única das filhas que ‘peitava’ seu pai. Continua assim? “Continuo. Mas é diferente. Ele amadureceu e eu também. É que tenho muita personalidade e opinião. Ele também. Mas a gente já concordou em não concordar. Tudo bem, nunca vamos pensar igual. Então vamos pensar e sugerir”.

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E sua mãe, Iris, você também dá palpites nas novelas que ela escreve? “Lá em casa todo mundo dá palpite em tudo. Temos uma família muito participativa. Por isso, a gente tem que saber bem o que quer”.

Você se orgulha de ser filha do Silvio Santos? “Poxa, é uma honra, né? Foi um presente de Deus. Me sinto abençoada. Por isso, quero fazer mais com a minha vida. Além de ser uma pessoa incrível, é um pai carinhoso, presente e participativo. Se interessa pela nossa vida, quer o nosso bem e manteve a família sempre unida. E é um supermarido para a minha mãe”.

Quais as suas funções dentro do grupo Silvio Santos? “Chegamos à conclusão de que, se quero fazer TV, tenho que focar nisso. Não que não sinta falta de cuidar da estratégia, mas agora é preciso focar nisso. Estou fazendo até fonoaudiologia”.

Você se divorciou do cineasta Phillipe Carrasco. Pensa em se casar novamente e ter filhos? “Sempre, né?”.

É vaidosa? “Doce, agora, só no fim de semana. Acho que depois que virei apresentadora tenho que pensar nisso. Me preocupar com a imagem. É outro ônus da profissão. Tem que se cuidar, fazer ginástica. Sempre tive alimentação balanceada. Sou superdisciplinada. Me preocupo com a maquiagem. Não dá para ter preguiça”.

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Você está apresentando o ‘Festival SBT 30 anos’ e continua no ‘Jogo dos Pontinhos’. E o ‘Topa ou Não Topa’, você vai mesmo substituir o Roberto Justus? “Por enquanto, o programa não entrou na grade. Mas fiz o teste e o pessoal gostou”.

Quais são os seus ídolos na TV, além do seu pai? “Hoje vejo bastante o Luciano Huck. Temos um histórico bastante parecido. Ele começou mais ou menos como eu, de baixo. Teve família boa, estudou em boas escolas. Acho que o Luciano conseguiu se desvincular da história dele. E, geralmente, o brasileiro gosta do artista com histórico vencedor, que lutou para chegar aonde chegou. Eu quero ser popular, que o povão me ame. Se tenho um referencial na TV é o Luciano. Ele tem a linguagem do povo”.

Então você gostaria de ser o Luciano Huck de saias? “O Silvio Santos de saias seria o melhor de todos, mas isso é muita pretensão. Mas se eu conseguir, quero ser o Huck de saias”.

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