Reynaldo Gianecchini não tem previsão de alta, segundo o boletim médico do Hospital Sírio Libanes, divulgado na manhã desta quinta-feira. Segundo o hospital, o estado geral do ator é bom.

Comoção no meio artístico e entre os muitos fãs de um ator querido por todos: Gianecchini, 38 anos, foi diagnosticado ontem com o Linfoma Não-Hodgkin, um câncer no sistema linfático, rede de órgãos que auxilia na proteção do organismo, conforme informou ontem a coluna ‘Telenotícias’, de O DIA.

“Estou pronto para a luta e conto com o carinho e o amor de todos vocês”, declarou o ator, em comunicado oficial.

O ator foi internado há 10 dias no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com suposto sintoma de faringite crônica. Ele foi tratado com antibiótico, o que resultou em uma grave reação alérgica. Como os gânglios não diminuíam, os médicos começaram uma investigação e foi diagnosticado o câncer. Ele começará o tratamento de quimioterapia na segunda-feira.

A notícia pegou de surpresa amigos como a atriz Claudia Raia, que o visitou ontem no hospital, onde ele permanece ao lado da mãe, Dona Heloisa. A jornalista e ex-mulher, Marília Gabriela, também esteve presente e afirmou: “Ele está bem, mas acho indelicadeza falar, já que não sou médica”.

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A escritora Glória Perez, que também superou um câncer, disse que o ator precisa manter a confiança. “A medicina faz a parte dela, mas importante é a maneira como a pessoa encara o problema. O meu conselho é que encare com coragem e determinação, porque vai vencer”, disse Glória.

O fotógrafo e maquiador Fernando Torquatto, um dos melhores amigos de Giane, declarou: “É triste, mas tenho certeza de que tudo vai dar certo. Ele é um cara batalhador e merece todas as energias positivas que puderem mandar”.

A atriz Vera Holtz, igualmente próxima, soube do diagnóstico pela reportagem de O DIA, e afirmou: “Temos excelentes médicos no Brasil e vivemos época de muito suporte no tratamento. A doença já não é tão assustadora e ele é forte”.

Os votos de força invadiram a Internet e o nome do ator esteve na lista mundial de tópicos mais comentados. A atriz Fernanda Paes Leme escreveu: “Gianecchini começa uma batalha. Boa Sorte”. O diretor Jorge Fernando acrescentou: “Muita força Gian”; e Samara Felippo desejou: “Energia positiva nesse momento difícil!”

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Gianecchini estava em cartaz com a peça ‘Cruel’, em São Paulo, que foi suspensa. Ele está escalado para o ‘remake’ da novela ‘Guerra dos Sexos’, em 2012, na Globo, e o musical ‘Cabaré’, com Claudia Raia, com estreia em outubro.

Tratamento pode durar oito meses

O câncer linfático atinge o sistema de defesa do corpo. Conhecida também como Linfoma Não-Hodgkin, essa doença duplicou nos últimos 25 anos e o tipo mais comum é diagnosticado em pessoas acima de 55 anos. É agressivo, mas curável em mais de 90% dos casos quando detectado no início. O ator tem o mesmo tipo de câncer contraído pela presidenta Dilma Rousseff em 2009, que se curou.

Segundo Victor Araújo, diretor médico do Centro Oncológico de Niterói (CON), entre os sintomas está o aumento dos gânglios (que são lifonodos, encontrados principalmente no pescoço, virilha, axilas, pelve, abdome e tórax). “É difícil diagnosticar essa doença, mas o paciente pode apresentar febre alta e perda de peso”, explicou o médico.

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O câncer é detectado através de biópsia. Durante o procedimento, remove-se uma pequena amostra de tecido para análise. O tratamento inclui sessões de quimioterapia, e, dependendo do tipo de linfoma, radioterapia e terapia-alvo (que ataca as células do tumor diretamente). Em geral, o tratamento dura de 3 a 8 meses. O paciente não precisa ficar internado durante esse período. “Ele faz a quimioterapia no hospital e é liberado no mesmo dia”, esclarece o especialista. Dependendo da reação ao tratamento, o paciente pode trabalhar normalmente.

Pelo fato de Reynaldo Gianecchini ter sido internado com sintomas de faringite, o problema pode ter chamado atenção para os gânglios aumentados do pescoço. “Por ser jovem, ele pode tolerar melhor o tratamento e facilitar a cura”, afirma o oncologista.


Reportagem de Flávia Muniz, Pedro Landim e Regina Rito

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