A professora Thaine Angelita Bacedo, 31 anos, é mãe de Rafaela, 14 anos, Thalyta, nove anos, e Thauany, cinco anos. Ela conta que as meninas têm dúvidas parecidas, mesmo em faixas etárias diferentes. Conforme a educadora, Rafaela sempre foi mais tranquila e não tinha feito muitas perguntas até os 11 anos, quando escutou como as crianças são concebidas.

– Como ela tinha ouvido falar e veio me perguntar, expliquei tudo o que acontece entre um casal. Achei que ia ter de levar a Rafa para o hospital, porque ela ficou apavorada – lembra.

Já com Thalyta, Thaine notou que as perguntas começaram a surgir agora. Sua maior curiosidade é se o corpo vai ficar igual ao da mãe.

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– Acredito que com nove anos ainda seja muito cedo para explicar certas coisas, mas falo para ela que, na hora certa, vai saber tudinho – destaca.

A mais curiosa de todas é a caçula. Thauany achava que o vô era como ela. Quando completou três anos, começou a ter contato com um bebê e descobriu que os meninos têm pênis.

– Tenho de cuidar, porque ela vê na TV casais se beijando e quer beijar todo mundo na boca, inclusive ela brinca que as bonecas se beijam também – explica a mãe.

Thaine conta que a filha adolescente começou a ficar com os meninos este ano, e as pequenas acabam ouvindo as conversas e querem saber quando vão poder beijar também.

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Fases da sexualidade na infância

0 a 18 meses
– Sensações de prazer vindas da exploração oral (mamar, sugar, chupar dedo, levar coisas à boca)
– Conhecimento e exploração do próprio corpo (identidade corporal)
– Formação da identidade genital (brinca com os genitais na hora do banho ou da troca da fralda)

18 meses a 3 anos
– Interesse pelas diferenças entre adultos e crianças
– Consciência da identidade de gênero (sente que pertence ao grupo de homens ou mulheres)
– Aprendizado do controle esfincteriano (sensações de prazer vindas da região anal)

3 a 6 anos
– Reconhecimento das diferenças entre os sexos (olha e toca o próprio corpo e o de outras crianças, manipula os genitais)
– Interesse sobre a origem dos bebês
– Aprendizado dos papéis sexuais (comportar-se como homem ou como mulher)

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6 a 9 anos
– Brincadeiras sexuais consigo mesmo ou com crianças do mesmo sexo
– Interesse crescente por assuntos sexuais
– Aumento das influências externas, vindas de família, escola, igreja, amigos, mídia (modelos educativos mais repressores ou mais liberais)

9 a 11 anos
– Interesse e atração pelo sexo oposto de forma platônica
– Fase de vergonha do corpo (retraimento nas atividades mais íntimas, necessidade de privacidade)
– Aumento da atividade autoerótica (masturbação)
– Aumento da procura de informações sobre sexo (principalmente sobre mudanças da puberdade)

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