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A região sudeste do Brasil receberá energia de cinco novas usinas mato-grossenses a partir de 2015. A região que é a maior consumidora de eletricidade do país poderá receber 3.450 megawatts (MW).

O volume é a soma do potencial instalado nas unidades de Teles Pires (1.820 MW), São Manoel (700 MW), Sinop (400 MW), Colíder (300 MW) e Foz do Apiacás (230 MW). Nesse conjunto de projetos, que totaliza 1.500 quilômetros de extensão, serão investidos cerca de R$ 3,8 bilhões. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o objetivo do trabalho foi encontrar a melhor alternativa para garantir o pleno escoamento da eletricidade.

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A integração das cinco usinas com o Sistema Interligado Nacional (SIN) deve ocorrer por meio de três linhas de transmissão entre as subestações de Paranaíta e Ribeirãozinho, ambas localizadas em Mato Grosso. Neste trecho haverá ainda a implantação de três novas subestações. A partir da subestação de Ribeirãozinho, será construída uma nova linha até a subestação Rio Verde Norte (GO), de onde partirão outras duas linhas de transmissão até uma nova subestação em Marimbondo (na fronteira entre MG e SP). Conforme o levantamento, a estimativa é que o leilão das novas linhas e subestações ocorra ainda em 2011.

Já os projetos terão que entrar em operação até janeiro de 2015, data prevista para o início do funcionamento comercial da hidrelétrica de Teles Pires – licitada no final do ano passado. Mas o presidente do Sindicato de Construção, Geração e Transmissão de Energia (Sincremat), Fábio Garcia, avisa que o prazo pode não ser suficiente, considerando que apenas duas usinas, Colíder e Teles Pires, estão em processo de construção. As três restantes (Foz do Apiacás, Sinop e São Manoel) ainda não foram licitadas. “Normalmente, entre a licitação e o prazo para finalizar o empreendimento, levam-se cinco anos de obras”.

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Outro impasse, conforme ele, são as restrições ambientais. “A usina de Sinop, esteve para ser licitada neste ano, mas alguns problemas nas liberações relacionadas ao meio ambiente travaram o processo”. No entanto, a pesquisa da EPE, afirma que as faixas de terrenos não apresentam características que venham a dificultar a implantação das futuras linhas de transmissão.

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