Torben Grael e Marcelo Ferreira após a conquista do ouro em Atenas-2004 (Foto: Getty Images)

Nos planos de Torben Grael, o ponto final na carreira olímpica deveria ser colocado após os Jogos de Londres-2012.  Era lá que o maior medalhista do Brasil na história da competição – tem dois ouros e dois bronzes na star, e uma prata na soling – queria estar ou pelo menos lutar para estar. A falta de patrocínio e apoio não permitiram que ele e Marcelo Ferreira disputassem com Bruno Prada e Robert Scheidt a vaga na classe star.

– Não tem como fazer uma campanha sem apoio, tirando do bolso. É complicado, mas uma hora esse dia ia chegar, né? Eu gostaria ao menos ter tentado um lugar em Londres. Só que passou muito tempo. Paramos de treinar desde maio. E o Mundial de Perth vai ser em dezembro e já fica complicado para mandar o barco. Vai ficando difícil… Mas não podemos nos queixar. Curtimos e fizemos o que gostávamos – disse Torben, que ficou fora da edição de Pequim-2008 e retomou a parceria com Marcelo no ano seguinte.

A família reagiu com naturalidade. Aos 51 anos, ele já tratou logo de assumir outros compromissos, assim como seu parceiro de longa data que tem negócios fora do esporte. Se teria como repensar a decisão diante de um patrocínio de última hora, Torben diz que teria de avaliar as condições e o tempo. O Mundial é a primeira chance de somar pontos na corrida olímpica. A segunda será em fevereiro. Os filhos Martine e Marco também estão na disputa por um lugar na delegação.

– Hoje posso dizer que isso é uma questão fechada. Só podemos falar em algo diferente se tiver um fato. Eu estou com um patrocínio para correr de classe oceano e vamos ver como vai ficar.

Advertisements
COMPARTILHAR

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.